Primeiro eu...

24/02/2009

 

Neemias 5.13-19

13 Também sacudi as minhas vestes, e disse: Assim sacuda Deus da sua casa e do seu trabalho todo homem que não cumprir esta promessa; assim mesmo seja ele sacudido e despojado. E toda a congregação disse: Amém! E louvaram ao Senhor; e o povo fez conforme a sua promessa.
14 Além disso, desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, desde o ano vinte até o ano trinta e dois do rei Artaxerxes, isto é, por doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão devido ao governador.
15 Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo, e tomaram-lhe pão e vinho e, além disso, quarenta siclos de prata; e até os seus moços dominavam sobre o povo. Porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus.
16 Também eu prossegui na obra deste muro, e terra nenhuma compramos; e todos os meus moços se ajuntaram ali para a obra.
17 Sentavam-se à minha mesa cento e cinquenta homens dentre os judeus e os magistrados, além dos que vinham ter conosco dentre as nações que estavam ao redor de nós.
18 Ora, o que se preparava para cada dia era um boi e seis ovelhas escolhidas; também se preparavam aves e, de dez em dez dias, provisão de toda qualidade de vinho. Todavia, nem por isso exigi o pão devido ao governador, porquanto a servidão deste povo era pesada.
19 Lembra-te de mim para teu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto tenho feito em prol deste povo.

 

Muitas pessoas conhecem a expressão: "faça o que eu mando, não faça o que eu faço". Muitos, infelizmente, além de conhecer, colocam em prática essa expressão. Alguns notam claramente que fazem isso e deixam claro que quando é com eles, é diferente! Outros, fazem até mesmo sem notar, mas isso não anula o fato que fazem.

Nós não devemos ser assim! Não podemos reclamar que alguém faça algo e depois, irmos na mesma direção e realizarmos a mesma coisa. Não é porque é com um ou com outro que é diferente! Reclamamos de uma fechada no trânsito (não é nada bom mesmo!), mas muitas vezes fazemos a mesma coisa. Alguns ainda dizem: "ah... foi sem querer". E por que quando o outro nos fecha também não pode ter sido sem querer? Por que o outro tem a vontade e nós não? Pode até ser sem querer, como pode ser de propósito. O que não dá é para achar que os outros sempre fazem de propósito e nós fazemos sempre sem querer!

Neemias mostra isso pessoalmente. Havia uma recomendação de não oprimir o povo demasiadamente, principalmente por conta do tempo de reconstrução. Escrevemos sobre isso na semana passada (para ler, clique aqui). Era tempo de todos se ajudarem para que a cidade, a nação, pudessem ser reconstruídas. Era tempo de juntar forças para que todos tivessem o melhor e a mesma chance depois que as coisas estivessem em ordem. Depois, cada poderia seguir com suas próprias posses, uns com mais, outros com menos, como normalmente é em uma sociedade. Mas se a nação não voltasse a ser uma realidade, só quem tinha mais posses teria chances. Os que tinham menos, seriam "engolidos" por quem tinha mais. Aliás, no texto da semana passada, vimos que estava acontecendo algo próximo disso mesmo. Era hora de juntar forças e seguir em frente, para o bem de todos, cada um dando o que poderia para colaborar no momento de reconstrução.

Neemias tinha direito a cobrar, como governador, sua porção. Algo como os impostos, que são necessários para o cuidado geral da sociedade (alguns exageram, mas não é o nosso foco por aqui). Mas Neemias deu o exemplo e não foi abusivo. Ele ainda contribuiu com o que poderia, para dar um exemplo ainda melhor e maior. Não dá para reclamar do outro, que exagera e oprime, e quando você tem a chance de mudar, fazer o mesmo ou até pior!

Muitas vezes esperamos que outro siga as orientações, seja mais cuidadoso, ou o que quer que seja, mas esperamos que o outro seja assim. Não fazemos pessoalmente. Sei que, humanamente falando, é complicado apenas "se dar" e não ver nada de outra parte. Mas o fato do outro não fazer a coisa certa não nos dá o direito de deixar de fazer também. E pior: não podemos esperar que o outro faça se nós não fizermos primeiro. E se fizermos, ainda assim, não podemos achar que o outro é obrigado a fazer porque nós fizemos! Podemos até imaginar que isso possa acontecer, mas se não acontecer, não podemos nos chatear e cobrar. Podemos até revelar nossa expectativa, mas ainda assim não podemos achar que o outro seja obrigado a fazer ou ser o que achamos que deve ser. Devemos dar o exemplo, seguir pessoalmente nossas recomendações, para mostrar para o outro que realmente vale a pena. E, mesmo que o outro não faça, continuar seguindo, pois se são nossas recomendações, achamos que elas estão certas, não é mesmo? Neemias fez recomendações e seguiu as mesmas pessoalmente. Como ele, podemos fazer isso, principalmente amparados pela Bíblia, mas devemos, antes de esperar que o outro siga, seguir pessoalmente as recomendações e ser o exemplo. Nada de "faça o que mando, não faça o que eu faço". Isso não combina com quem segue ao Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 24/02/09 por e-mail.