Devemos nos unir em nome do Senhor!

17/02/2009

 

Neemias 5.1-12

1 Então, se levantou um grande clamor do povo e de duas mulheres contra os judeus, seus irmãos.
2 Pois havia alguns que diziam: Nós, nossos filhos e nossas filhas somos muitos; que se nos dê trigo, para que comamos e vivamos.
3 Também havia os que diziam: Estamos empenhando nossos campos, as nossas vinhas e as nossas casas, para conseguirmos trigo durante esta fome.
4 Havia ainda outros que diziam: Temos tomado dinheiro emprestado até para o tributo do rei sobre os nossos campos e as nossas vinhas.
5 Ora, a nossa carne é como a carne de nossos irmãos, e nossos filhos como os filhos deles; e eis que estamos sujeitando nossos filhos e nossas filhas para serem servos, e algumas de nossas filhas já estão reduzidas à escravidão. Não está em nosso poder evitá-lo, pois outros têm os nossos campos e as nossas vinhas.
6 Ouvindo eu, pois, o seu clamor, e estas palavras, muito me indignei.
7 Então, consultei comigo mesmo; depois, contendi com os nobres e com os magistrados, e disse-lhes: Estais tomando juros, cada um de seu irmão. E ajuntei contra eles uma grande assembléia.
8 E disse-lhes: Nós, segundo as nossas posses, temos resgatado os judeus, nossos irmãos, que foram vendidos às nações; e vós venderíeis os vossos irmãos, ou seriam vendidos a nós? Então se calaram, e não acharam o que responder.
9 Disse mais: Não é bom o que fazeis; porventura não devíeis andar no temor do nosso Deus, por causa do opróbrio dos povos, os nossos inimigos?
10 Também eu, meus irmãos e meus moços lhes temos emprestado dinheiro e trigo. Deixemos, peço-vos, este ganho.
11 Restituí-lhes hoje os seus campos, as suas vinhas, os seus olivais e as suas casas, como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do mosto e do azeite, que deles tendes exigido.
12 Então disseram: Nós lho restituiremos, e nada lhes pediremos; faremos assim como dizes. Então, chamando os sacerdotes, fi-los jurar que fariam conforme prometeram.

 

O povo voltou para casa. Estavam trabalhando na reconstrução e ainda tinham que dar atenção para a segurança. Realmente não sobrava muito tempo para o trabalho familiar, na busca do sustento doméstico. Só que as pessoas continuavam tendo que ter o alimento, os impostos eram pagos... Era necessário ter alguma renda!

Alguns dentre os que estavam na terra, tinham mais posses e talvez tivessem reservas ou ainda, quem cuidasse de seus próprios campos para ter o sustento. E quem não tinha, podia pegar com esses que tinham a produção com sobra, mas tinha que pagar! Só que como estavam trabalhando na reconstrução, não recebiam por essa obra e ainda não podiam produzir pessoalmente para sustento, quem tinha alguma "folga" no orçamento viu nessa situação a chance de aumentar os lucros, pois seria correto o povo comprar e ter que pagar. Se não tinham com que pagar, entregavam suas terras, se vendiam como escravos para garantir o sustento, isso até o ano do jubileu, quando as posses voltavam para o antigo dono. Não haveria erro nessa transação.

Mas... o processo, nesse caso, era injusto! O povo não estava precisando de alimento porque não trabalhou por preguiça, ou porque não teve como produzir, ou ainda porque perdeu a produção. Todos estavam dedicados ao trabalho de reconstrução de Jerusalém! Não seria possível executar outros trabalhos. Não deixaram de lado as suas coisas ou tiveram qualquer problema, mas estavam trabalhando para o bem comum. Logo, o justo seria poderem trabalhar sem a preocupação de perder suas posses, pois até quem tinha condições de continuar trabalhando em suas propriedades teria lucros depois que a nação estivesse reestabelecida! Era hora de somar forças e quem podia fazer uma coisa, faria e quem pudesse fazer outra, também faria e todos seriam abençoados com esse processo. Depois que tudo estivesse em ordem, ai poderia voltar a valer a questão de posses, venda de produtos e tudo mais. Agora era um momento diferente e era hora de somar forças para todos! Mesmo que cada um atuando em frentes diferentes.

Além dessa questão da venda de mantimentos, da definição de entregar posses e a própria vida para pagar as contas, ainda havia quem estivesse cobrando juros. Essa prática nunca foi recomendada na Palavra, principalmente em momentos de grande necessidade por parte de quem recebia o empréstimo (Êxodo 22.25, por exemplo). O empréstimo poderia ser feito, mas essa questão dos juros... O problema não está em ter lucros com seu próprio sustento e trabalho, mas nessa prática de juros, principalmente para com os necessitados.

Neemias chama o povo para um ajuste: como era tempo de reconstrução, cada um daria sua parte nesse processo e acabaria essa história de ser escravo, de tomar posse de terras e de cobrança de juros. Era hora de todos se juntarem para que a nação pudesse ser reestabelecida e que cada um tivesse a chance e o direito de lutar por suas possibilidades. E, para isso, cada um daria algo e todos poderiam ter a chance igual. Mesmo que uns tivessem mais terras ou mais dinheiro que outros, todos poderiam recomeçar de forma igual, depois que tudo estivesse reestabelecido. Muitas vezes isso é necessário: todos se unem em busca de um objetivo e todos abrem a chance para todos crescerem. Quer no trabalho missionário ou mesmo na questão financeira: sempre devemos unir forças para nos ajudar e crescermos juntos. No trabalho missionário, cada um desenvolve a sua parte e todo o trabalho acontece. Se nos unirmos segundo o propósito do Senhor podemos fazer muito mais e nos ajudar sempre. Todos terão trabalho e chance de crescimento. Claro que o exemplo da Torre de Babel (Gênesis 11.1-9) nos deixa claro que nossa união deve ser para realizar o propósito do Senhor, quer seja no trabalho missionário ou até mesmo na questão profissional. Atos 2.1-13 mostra que quando a união segue a vontade do Senhor as coisas podem realmente acontecer. Se seguirmos esse propósito, estaremos e seremos abençoados, além de abençoarmos, sempre debaixo do cuidado do Senhor.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 17/02/09 por e-mail.