Disposição correta: orar

08/04/2008

 

Neemias 4

1 Ora, quando Sambalate ouviu que edificávamos o muro, ardeu em ira, indignou-se muito e escarneceu dos judeus;
2 e falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?
3 Ora, estava ao lado dele Tobias, o amonita, que disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra.
4 Ouve, ó nosso Deus, pois somos tão desprezados; faze recair o opróbrio deles sobre as suas cabeças, e faze com que eles sejam um despojo numa terra de cativeiro.
5 Não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te provocaram à ira na presença dos edificadores.
6 Assim, edificamos o muro; e todo o muro se completou até a metade da sua altura; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.
7 Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, o amonitas e os asdoditas, que ia avante a reparação dos muros de Jerusalém e que já as brechas se começavam a fechar, iraram-se sobremodo;
8 e coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão ali.
9 Nós, porém, oramos ao nosso Deus, e pusemos guarda contra eles de dia e de noite.
10 Então, disse Judá: Desfalecem as forças dos carregadores, e há muito escombro; não poderemos edificar o muro.
11 E os nossos inimigos disseram: Nada saberão, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos, e façamos cessar a obra.
12 Mas sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares de onde moram subirão contra nós.
13 Pelo que nos lugares baixos por detrás do muro e nos lugares abertos, dispus o povo segundo suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos.
14 Olhei, levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai por vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas.
15 Quando os nossos inimigos souberam que nós tínhamos sido avisados, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um para a sua obra.
16 Desde aquele dia, metade dos meus moços trabalhavam na obra, e a outra metade empunhava as lanças, os escudos, os arcos, e as couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá.
17 Os que estavam edificando o muro, e os carregadores que levavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a sua arma;
18 e cada um dos edificadores trazia a sua espada à cinta, e assim edificavam. E o que tocava a trombeta estava no meu lado.
19 Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro, longe uns dos outros;
20 em qualquer lugar em que ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco. O nosso Deus pelejará por nós.
21 Assim trabalhávamos na obra; e metade deles empunhava as lanças desde a subida da alva até o sair das estrelas.
22 Também nesse tempo eu disse ao povo: Cada um com o seu moço pernoite em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guardas, e de dia trabalhem.
23 Desta maneira nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me acompanhavam largávamos as nossas vestes; cada um ia com a arma à sua direita.


No texto, vemos que uma obra estava sendo realizada. Era necessário reconstruir! Além disso, era necessário guardar a cidade, e quem morava nela, dos inimigos. A cidade, para que não destruíssem o que fosse reconstruído. E as pessoas, pois cada um corria mesmo risco de morrer!

Mas o povo não se iludiu em ter forças o suficiente para essa reconstrução e defesa. Buscou no Senhor a força e o cuidado. O tabalho tinha que ser realizado e era necessário buscar da forma correta a realização.

Esta é a quarta meditação que temos o presente texto como motivador. Para ler as anteriores: 18/03/08, 25/03/08 e 01/04/08.

O quarto ponto que quero destacar: eles não descuidaram da oração (vs. 4, 5 e 9).

Muitos acham que devem apenas orar e as coisas vão acontecer. Outros, não acreditam que orar possa reolver alguma coisa e preferem agir.

A Bíblia nos chama para um equilibrio entre agir e orar. A própria palavra "ORAÇÃO" pode indicar isso, pois se observarmos bem, se dividirmos a palavra (dobrando o primeiro "A", o que ligaria as duas palavras), temos: "ORA" e "AÇÃO".

Dessa forma, observando os exemplos Bíblicos (e principalmente este do texto motivador destas mensagens), vemos que a oração deve fazer parte de nossa atividade. Mas não podemos descuidar da Ação! O realizar vai passar por nossa disposição em ver acontecer. Claro que Deus pode agir sem nossa "ajuda". Mas vemos muitos exemplos em que Deus age através dos meios "normais" da história.

Assim, fica o covite: Ore! Busque ao Senhor para saber o que fazer. Mas não descuide da ação. Não vá realizar apenas por realizar! Aguarde no Senhor, mas esteja pronto para agir!

O Senhor tocará seu coração sobre a hora certa e o que fazer. Mas você precisa estar atento a esse toque, precisa ouvir, sentir, saber que o Senhor está mostrando algo. Ele não vai obrigar você a fazer nada! Ele irá "bater na porta" de seu coração e vai esperar que você queira fazer a vontade Dele. Não adianta falar que espera o toque de Deus para alguma coisa; é preciso discernir esse toque, pois muitas vezes o Senhor já está mostrando o melhor e ainda ficamos aguardando...

Não descuide da Oração. Mas esteja pronto para Agir!

Retomamos a meditação deste texto na próxima semana, se assim nos permitir o Senhor.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 08/04/08 por e-mail.