Disposição correta: saber seu lugar

25/03/2008

 

Neemias 4

1 Ora, quando Sambalate ouviu que edificávamos o muro, ardeu em ira, indignou-se muito e escarneceu dos judeus;
2 e falou na presença de seus irmãos e do exército de Samaria, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?
3 Ora, estava ao lado dele Tobias, o amonita, que disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra.
4 Ouve, ó nosso Deus, pois somos tão desprezados; faze recair o opróbrio deles sobre as suas cabeças, e faze com que eles sejam um despojo numa terra de cativeiro.
5 Não cubras a sua iniquidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te provocaram à ira na presença dos edificadores.
6 Assim, edificamos o muro; e todo o muro se completou até a metade da sua altura; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar.
7 Mas, ouvindo Sambalate e Tobias, e os arábios, o amonitas e os asdoditas, que ia avante a reparação dos muros de Jerusalém e que já as brechas se começavam a fechar, iraram-se sobremodo;
8 e coligaram-se todos, para virem guerrear contra Jerusalém e fazer confusão ali.
9 Nós, porém, oramos ao nosso Deus, e pusemos guarda contra eles de dia e de noite.
10 Então, disse Judá: Desfalecem as forças dos carregadores, e há muito escombro; não poderemos edificar o muro.
11 E os nossos inimigos disseram: Nada saberão, nem verão, até que entremos no meio deles, e os matemos, e façamos cessar a obra.
12 Mas sucedeu que, vindo os judeus que habitavam entre eles, dez vezes nos disseram: De todos os lugares de onde moram subirão contra nós.
13 Pelo que nos lugares baixos por detrás do muro e nos lugares abertos, dispus o povo segundo suas famílias com as suas espadas, com as suas lanças, e com os seus arcos.
14 Olhei, levantei-me, e disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Não os temais! Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai por vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossas mulheres e vossas casas.
15 Quando os nossos inimigos souberam que nós tínhamos sido avisados, e que Deus tinha dissipado o conselho deles, todos voltamos ao muro, cada um para a sua obra.
16 Desde aquele dia, metade dos meus moços trabalhavam na obra, e a outra metade empunhava as lanças, os escudos, os arcos, e as couraças; e os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá.
17 Os que estavam edificando o muro, e os carregadores que levavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a sua arma;
18 e cada um dos edificadores trazia a sua espada à cinta, e assim edificavam. E o que tocava a trombeta estava no meu lado.
19 Disse eu aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo: Grande e extensa é a obra, e nós estamos separados no muro, longe uns dos outros;
20 em qualquer lugar em que ouvirdes o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco. O nosso Deus pelejará por nós.
21 Assim trabalhávamos na obra; e metade deles empunhava as lanças desde a subida da alva até o sair das estrelas.
22 Também nesse tempo eu disse ao povo: Cada um com o seu moço pernoite em Jerusalém, para que de noite nos sirvam de guardas, e de dia trabalhem.
23 Desta maneira nem eu, nem meus irmãos, nem meus moços, nem os homens da guarda que me acompanhavam largávamos as nossas vestes; cada um ia com a arma à sua direita.


No texto, vemos que uma obra estava sendo realizada. Era necessário reconstruir! Além disso, era necessário guardar a cidade, e quem morava, nela dos inimigos. A cidade, para que não destruíssem o que fosse reconstruído. E as pessoas, pois cada um corria mesmo risco de morrer!

Mas o povo não se iludiu em ter forças o suficiente para essa reconstrução e defesa. Buscou no Senhor a força e o cuidado. O tabalho tinha que ser realizado e era necessário buscar da forma correta a realização.

Na semana passada, levantamos o primeiro ponto para pensarmos nesse texto: o povo trabalhou com ânimo!

O segundo ponto que quero destacar: cada um atuou em seu lugar (v.15). Não era apenas realizar o trabalho! Cada um precisava fazer o que tinha mesmo que fazer. Cada uma tinha uma atividade específica, um local específico, não trabalhavam todos em todas as coisas e em todos os lugares.

Muitas vezes realizamos nossas atividades (quer voltadas para a igreja, para o Reino, ou nossas atividades normais do dia-a-dia), "atirando para todo lado". Não é bom agirmos assim! Precisamos ter um foco, uma área específica de atuação. Até podemos desempenhar mais de uma função, claro, mas precisamos dar prioridade a algo. Podemos realizar mais de uma coisa, desde que tenhamos nossa atividade principal.

Para agirmos como no texto: Quando houve uma dificuldade (v.15), cada um sabia para onde deveria voltar. Já pensou se todos resolvessem voltar para o mesmo lugar? Para a mesma atividade? Com as mesmas ferramentas ou coisa do tipo? Não daria certo!

Precisamos identificar o que é prioridade em nossa atuação. O que devemos fazer prioritariamente. Depois, claro, podemos mesclar outras coisas. Mas devemos ter um foco primeiro e voltarmos para esse foco quando for necessário e não voltarmos para qualquer coisa em algum momento!

Retomamos a meditação deste texto na próxima semana, se assim nos permitir o Senhor.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 25/03/08 por e-mail.