Comentário devocional do Apocalipse

29/08/2007

 

Apocalipse 16.12-16

12 O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente.
13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs.
14 Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.
15 (Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.)
16 E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

O sexto flagelo!

Pelo que vemos no texto, o sexto anjo lança a sua taça sobre o rio Eufrates. E o que aconteceu? As suas águas secaram.

Muitos tentam usar a história ou a ciência para negar o que a Bíblia diz. Eu vou no caminho inverso e parece que vou "nadando de braçadas". Sempre que um historiador pensa que vai negar o que a Bíblia diz, ele precisa se render ao fato de a Bíblia já tinha escrito nela o que ele está afirmando. O mesmo acontece com a ciência. E não é de hoje! Estudiosos precisaram se retratar no passado para não morrer porque afirmaram que a terra era "redonda" e não "chata"! Detalhe: a Igreja era contra essa afirmação. E Isaías comprovava o que os estudiosos diziam (40.22). Era necessário conhecer a Bíblia. Por esse motivo, incentivamos a leitura da Bíblia e auxiliamos no portal ou por email (para quem se cadastra), quer seja nos planos para completar em um ano (no portal são 3 planos) ou ainda com a indicação de uma porção diária. Assim, conheceremos o que realmente a Bíblia diz.

Dito isso, quero usar a história: Heródoto (historiador grego) conta a queda da antiga cidade da Babilônia: o rio Eufrates corria pelo meio da cidade, entrando e saindo por baixo das muralhas. Em 539 a. C., os persas fizeram um desvio do rio. O leito antigo se transformou em estrada aberta para o exército de Ciro entrar na cidade.

João relata em sua visão algo que o mundo antigo tinha conhecimento. Muitos sabiam da história, mesmo que sem leitura, mas muito mais por ouvir e contar as histórias. O que ele viu e relatou era algo que dizia muito para o povo que recebeu sua mensagem: aquele evento histórico anterior falava da queda da Babilônia, de fato. E a visão de João mostra um evento parecido. Logo, quem recebeu a visão, sabia o que seria realmente o fim dela: a derrota, ainda que houvesse uma tentativa de acordo com outros reis. João relatava a derrota do Anti-Cristo nesse momento. Ainda que houvesse acordo para tentar vencer, a história já revelava que aquele evento tinha um final e era a derrota de quem estava na Babilônia. Logo, a derrota do Anti-Cristo.

Os demônios que agem através da besta e do falso profeta podem tentar. Mas a derrota já está anunciada nessa visão. Não há qualquer tipo de acordo que possa impedir o final do período histórico do reinado da besta. Já está fadado ao final! Como foi historicamente com a Babilônia, com essa nova "Babilônia", comandada pela besta, será igual.

A batalha do Armagedom é anunciada. O final se aproxima.

Mais uma vez: vamos comparar? João já tinha visto essa mesma situação, mas vista do céu. Antes ele relatou o que viu da perspectiva que tinha, do céu e no texto de hoje, ele narra da perspectiva da terra. Vejamos (meditação de 28/02/07):

Apocalipse 9.13-21

13 O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
14 a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates.
15 E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
16 O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles.
17 E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.
18 Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
19 Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.
20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.


No céu, João vê o rio Eufrates sendo alvo da visão também. Espiritualmente, o que ele vê é a libertação de 4 anjos com uma missão específica: matar 1/3 dos homens. Além disso, ele vê um exército que pode atingir o ser humano, mas na visão que tem do céu, parece um exército espiritual. E no final, os seres humanos não se arrependem de seus erros.

Na terra, João vê o rio Eufrates sendo atingido. Ele seca! A defesa natural, que complicaria ou poderia dar um tempo para se preparar num possível ataque, deixa de existir. Está aberto o caminho para uma batalha e a besta se antecipa, tentando um acordo com outros líderes políticos para unir forças para a batalha. Na próxima semana veremos uma junção entre esta e a sétima trombeta, que parecem se unir na visão, uma vez que os seres humanos são atingidos, por pedras grandes e também não se arrependem, aliás, passam a blasfemar ainda mais, sem contar com relâmpagos e trovões. Mas aí, é assunto para a próxima semana.

Muitos terão explicações as mais variadas para os eventos. Mas nós sabemos o que será. Anunciemos!

Maranata!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 29/08/07 por e-mail.