Comentário devocional do Apocalipse

22/08/2007

 

Apocalipse 16.10-11

10 O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam de dor as suas línguas.
11 E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram o Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.


O quinto flagelo!

Pelo que vemos no texto, o quinto anjo lança a sua taça sobre o trono da besta. E o que aconteceu? O seu reino se tornou tenebroso, em trevas.

Me parece que é a continuação mesmo da taça anterior, que atingiu o sol e ele ficou quente e que anteriormente, na quarta trombeta, ficou escuro em 1/3, como lua e estrelas. Quer dizer, uma escuridão maior.

Além disso, o que chama a atenção neste texto é que os seres humanos são atingidos diretamente pela quinta taça. Não recai sobre os seres humanos, mas eles sentem na própria pele um problema: sentem dor, passam a ter chagas, úlceras (na pele). Mesmo sofrendo, não se arrependem de seus erros...

Mais uma vez: vamos comparar? João já tinha visto essa mesma situação, mas vista do céu. Antes ele relatou o que viu da perspectiva que tinha, do céu e no texto de hoje, ele narra da perspectiva da terra, e pelo que vimos, vendo da terra a visão mistura-se em parte com a anterior, mas segue com algo de novo também. Vejamos (meditação de 21/02/07):

Apocalipse 9.1-12

1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.
3 Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.
4 Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus.
5 Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
6 Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
7 A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
8 Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.
9 Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.
10 Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.
11 Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.


Quando viu do céu, João vê também uma fumaça que faz escurecer o sol e o ar (v. 2). Da terra, ele vê a escuridão tomando o trono da besta. Pode ser apenas o local mais próximo ao local físico, geográfico, onde a besta vai governar ou pode ser a representação da própria terra, pois nesse momento histórico a besta é reconhecida como o senhor, até mesmo como deus, na terra.

Depois, os seres que João relatou quando teve a visão do céu, atingem os seres humanos diretamente. Como nas trombetas, nas taças vemos também que os seres humanos são atingidos indiretamente nas 4 primeiras, mas na quinta o ser humano é atingido diretamente. E nas duas (na 5ª trombeta e na 5ª taça), o ser humano é atingido por dores e doenças.

Muitos terão explicações as mais variadas para os eventos. Mas nós sabemos o que será. Anunciemos!

Maranata!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 22/08/07 por e-mail.