Comentário devocional do Apocalipse

15/08/2007

 

Apocalipse 16.8-9

8 O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.
9 E os homens foram abrasados com grande calor; e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.


O quarto flagelo!

Pelo que vemos no texto, o quarto anjo lança a sua taça sobre o sol. O calor se torna exagerado!

Isso me faz lembrar que nos nossos dias, as estações do ano estão muito confusas. Muitas vezes, em dias que devemos ter calor, temos frio. E o contrário também acontece. Fala-se muito da ação do homem causando danos à natureza e sentimos os efeitos a cada dia. Vemos notícias ou sentimos na pele.

Mas o que João está falando é de um evento específico. Não é algo que já está acontecendo. Vai acontecer na última semana profética de Daniel, na Grande Tribulação. Apenas quero comentar que se o evento da falta de cuidado com a natureza já causa o que vemos em nossos dias, imagina o que será no dia que esse anjo derramar sua taça no sol...

Comento isso porque vale a pena pensar no seguinte: quando algo acontece com a natureza, mesmo que haja mudanças num primeiro momento, chegará o dia que a resposta será muito forte. Temos visto isso também. Aos poucos, há um aumento de terremotos, furacões e tempestades. Cada vez parecem mais destruidores. Tudo já profetizado.

Essa resposta da natureza é uma tentativa da mesma de se acertar. Como parece que não tem jeito, ela geme, espera pelo Dia do Senhor, pois ali teremos novo céu e nova terra.

Mais uma vez: vamos comparar? João já tinha visto essa mesma situação, mas vista do céu. Antes ele relatou o que viu da perspectiva que tinha, do céu e no texto de hoje, ele narra da perspectiva da terra. Vejamos (meditação de 14/02/07):

Apocalipse 8.12-13

12 E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite. 
13 E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra! Por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.

Quando João viu do céu, ele viu o sol, a lua e as estrelas sendo atingidos. A escuridão era uma realidade diante da visão que ele teve, pelo menos 1/3 a mais de escuridão que o normal.

Vendo da terra, ele vê apenas o sol sendo atingido. E o que acontece é um grande calor. Isso nos mostra o que a natureza faz: ela age com mais intensidade quando é atingida. O sol, que deve ter seu período de tempo diminuído por conta da visão anterior, vai esquentar mais que o normal durante o tempo que ele permanecer aparecendo. É o que acontece naturalmente!

João só cita o sol na visão do texto de hoje porque, por conta do calor intenso, dá pra imaginar que as pessoas nem tenham tempo mais de notar o que acontece durante a noite. Ou até estejam aliviadas quando o sol desapareça.

Como agora ele vê da terra, ele precisa relatar o que realmente é notado na terra. Mas entendo que as duas visões são uma apenas: uma vista do céu, que vê a escuridão em 1/3 do dia e da noite, e a outra na terra, falando dos efeitos de se ter menos tempo de sol a cada dia: o efeito é que ele esquenta mais durante o período que está aparecendo, talvez compensando o tempo que estiver escuro.

Maranata!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 15/08/07 por e-mail.