O sentido do Natal

21/12/2012

 

Muitos entendem que o "sentido do Natal" se perdeu no meio do consumismo e das festas, presentes, comidas e bebidas...

Outros entendem que o Natal tem origem em uma celebração pagã e que os cristãos nem devem comemorar...

A história não revela a data exata do nascimento de Jesus. E os primeiros cristãos não guardaram nem passaram essa informação, pelo que li até hoje.

E a história revela que foi o Imperador Romano Constantino que, depois de sua conversão ao cristianismo (que muitos questionam se não foi apenas uma conveniência política, pois a perseguição aos cristãos já durava muitos anos e não havia resultado e Constantino teria assumido na prática o pensamento "se não pode vencê-los, junte-se a eles", e alguns até pensam que ele teria feito isso para tentar minar por dentro o cristianismo), assumiu que o verdadeiro "Sol Invictus", uma espécie de divindade que ele adorava, era Jesus. E a data em que faziam a celebração do "Sol Invictus" passou a ser a data de celebração do nascimento de Jesus, já que não havia a data exata.

Isso é apenas um resumo e você pode encontrar mais detalhes sobre tudo isso se fizer uma pesquisa, claro!

Assim... qual é o sentido do Natal? Originalmente falando?

Os primeiros cristãos se preocupavam em celebrar a vida que tinham em Jesus. Lembravam que ele nasceu para cumprir as profecias, mas o foco estava em Sua vida, morte e ressurreição! A celebração do natalício de Jesus parece ser mesmo posterior ao evento "conversão" do Imperador Constantino.

E a ideia de comidas, bebidas e presentes, o chamado consumismo, faz parte da origem dessa ideia? Talvez a comida, bebida e a festa, mas não sei exatamente quando os presentes começam a ser trocados nessa data, pois se pensarmos bem, essa ideia dos presentes poderia fazer parecer que o Reis Magos que visitaram Jesus chegaram ainda no dia do Seu nascimento e até mesmo a tradição defende que teria sido "alguns dias" depois, sendo que alguns cravam o dia "6 de janeiro", tendo como base o dia 25 de dezembro para o nascimento. E se lermos o Evangelho de Mateus (capítulos 1 e 2), podemos entender que foi até mais tempo que apenas "alguns dias"...

Sinceramente... Não vejo problemas nas festas, comidas e reuniões de família. De alguma forma, com acertos ou erros, as pessoas acabam guardando, ainda que de forma muito íntima, a ideia do nascimento de Jesus. Mesmo que seja para dizer que não aconteceu, ainda assim, as pessoas vão lembrar do evento. E nós devemos anunciar que Ele veio, habitou entre nós, viveu, cumpriu a vontade do Pai e Nele temos vida! E não apenas nessa data. Não devemos ter a preocupação com o "sentido do Natal" em sua origem, se foi mudado ou perdido, mas devemos, a cada dia, anunciar a verdade desse Natalício! E mais que isso: que em Jesus temos vida, e vida em abundância!

Não vejo problema com a troca de presentes. Que não façamos por imposição social, mas porque realmente temos alegria em nos confraternizar, estar com as pessoas queridas e amadas. Tenho minhas reservas com as "ilusões" que se criam para as crianças, mas isso não é o ponto desta mensagem. Entendo que precisamos meditar na ideia de ilusões com muito cuidado, mais que nos preocuparmos com a origem da data. Precisamos pensar se não estamos "coando o mosquito e engolindo o camelo" (Mateus 23)...

A questão não é a origem pagã ou não da comemoração... A questão não é ter "perdido" o sentido do Natal com consumismo nos presentes ou celebrações... Ou ainda mudado o sentido do Natal com as ilusões aceitas nesta época...

A questão é que nós devemos, a todo momento, lembrar que Jesus nasceu, cumpriu a vontade do Pai, viveu, morreu e ressuscitou! E agora, aguardamos Sua volta, para qualquer momento, que não está marcado em nenhuma agenda humana, mas apenas na Agenda do Senhor.

Não acho que vale a pena "brigar" por conta da origem pagã, porque pouco importa o dia e como começou a ser celebrado nesse dia! O que importa é que o evento aconteceu e devemos, todos os dias, lembrar dele!

Não acho que devemos "brigar" por conta da perda do "sentido do Natal". Que possamos comer, trocar presentes e celebrar, sem deixar de dar testemunho da Vida que temos em Jesus, e não apenas no dia 25 de dezembro, mas em todos os dias que vivermos. Não adianta apenas resgatar algum sentido no Natal se nos outros dias não houver em nós a certeza que vivemos no Senhor!

Assim, que possamos, mais que nos preocupar com o sentido do Natal ou com sua origem, ter em mente que Jesus veio sim, viveu, morreu e ressuscitou. E que aguardamos Sua volta! Não apenas no dia 25 de dezembro, ou na Páscoa... Mas em todos os dias, até a consumação dos séculos!


Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

 

Esta meditação foi enviada em 21/12/12 por e-mail.