Falar o que o Senhor revela, sempre!

06/11/2012

 

Atos dos Apóstolos 27.27-44

27 Quando chegou a décima quarta noite, sendo nós ainda impelidos pela tempestade no mar de Ádria, pela meia-noite, suspeitaram os marinheiros a proximidade de terra;
28 e lançando a sonda, acharam vinte braças; passando um pouco mais adiante, e tornando a lançar a sonda, acharam quinze braças.
29 Ora, temendo irmos dar em rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, e esperaram ansiosos que amanhecesse.
30 Procurando, entrementes, os marinheiros fugir do navio, e tendo arriado o bote ao mar sob pretexto de irem lançar âncoras pela proa,
31 disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos.
32 Então, os soldados cortaram os cabos do bote e o deixaram cair.
33 Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma.
34 Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.
35 E, havendo dito isto, tomou o pão, deu graças a Deus na presença de todos e, partindo-o começou a comer.
36 Então, todos cobraram ânimo e se puseram também a comer.
37 Éramos ao todo no navio duzentas e setenta e seis almas.
38 Depois de saciados com a comida, começaram a aliviar o navio, alijando o trigo no mar.
39 Quando amanheceu, não reconheciam a terra; divisavam, porém, uma enseada com uma praia, e consultavam se poderiam nela encalhar o navio.
40 Soltando as âncoras, deixaram-nas no mar, largando ao mesmo tempo as amarras do leme; e, alçando ao vento a vela da proa, dirigiram-se para a praia.
41 Dando, porém, num lugar onde duas correntes se encontravam, encalharam o navio; e a proa, encravando-se, ficou imóvel, mas a popa se desfazia com a força das ondas.
42 Então, o parecer dos soldados era que matassem os presos para que nenhum deles fugisse, escapando a nado.
43 Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, estorvou-lhes este intento; e mandou que os que pudessem nadar fossem os primeiros a lançar-se ao mar e alcançar a terra;
44 e que os demais se salvassem, uns em tábuas e outros em quaisquer destroços do navio. Assim, chegaram todos à terra salvos.


Agora parece que Paulo volta a ser ouvido em tudo. Afinal, o que ele alertou realmente aconteceu. Diz o texto que fazia 14 dias que estavam nessa angústia, sem achar terra, quase que a afundar a qualquer momento. E seguiam sem comer. O texto mostra que eles tiveram, durante a noite, a impressão que estavam próximo de alguma terra e deram um jeito de parar o barco para esperar amanhecer para ter certeza. Alguns pensavam em aproveitar a chance para escapar do barco, mas Paulo alerta que se alguém fizesse isso, ele não poderia garantir a integridade desses, apenas dos que esperassem até o momento certo. Por fim, ao amanhecer, não reconhecem a terra onde estão, mas era melhor sair logo do barco! Mas Paulo recomenda que todos façam antes uma refeição para recobrar o ânimo e enfrentar o momento final dessa jornada. Existe a possibilidade dos presos serem mortos, entre eles o próprio Paulo, para que não fugissem, mas para salvar exatamente a Paulo, o centurião não permite que os presos sejam mortos. Com o barco já preso e se desfazendo, a orientação é que quem soubesse nadar que fosse para terra e quem não soubesse, que se agarrasse a algum destroço e tentasse se salvar. E no diz o texto que, como Paulo havia dito antes, todos chegam na terra e são salvos. Eram, de acordo com o texto, 276 pessoas!

Paulo não disse o que ele queria que acontecesse. Paulo disse o que o Senhor revelou para ele! Hoje em dia muitos dizem o que querem que aconteça, como se fosse uma forma de fé e de "determinação" do que se espera, e esquecem de confirmar a vontade do Senhor. Ficam com o "e Ele vai satisfazer os desejos do seu coração" e se esquecem da parte inicial que diz "agrada-te do Senhor e Ele fará...". Agradar-se do Senhor é conhecer Sua vontade e saber que Ele tem o melhor para nós. Quando nos agradamos do Senhor, o desejo do nosso coração é obedecer a vontade do Senhor, logo... esperar que Ele faça o melhor...

Que possamos seguir o exemplo de Paulo e declarar aquilo que o Senhor realmente nos revela! Para que, com isso, possamos como ele dar testemunho do que falamos, confirmando com os acontecimentos. E assim, como Paulo, conquistar o direito de "sermos ouvidos", mesmo em situações adversas, por conta do testemunho. Porque Paulo conquistou o direito de ser ouvido, mesmo depois de 14 dias, 276 pessoas foram salvas! Que possamos testemunhar em o Nome do Senhor a manifestação da Sua vontade e não apenas o desejo humano do que se espera. Esse testemunho de falar o que realmente é o desejo do Senhor, ainda que duro, nos dá a chance de sermos ouvidos e reconhecidos. Muitos mais que apenas declarar o "melhor", que tenhamos coragem de declarar o que o Senhor realmente revela, para darmos testemunho de que realmente o Senhor nos fala e anunciamos a Sua vontade. É mais fácil dizer coisas que parecem boas para as pessoas, mas a ousadia de dizer realmente a vontade do Senhor, seja algo que parece bom ou não aos olhos humanos, é algo que precisamos ter, pois ainda que pareça estranho num primeiro momento, logo o Senhor mostrará o intento no meio daquilo tudo! No caso, Paulo falou de um naufrágio, mas que todos se salvariam. Algo que assustou, mas algo que trouxe alento, quando se confirmou. Que possamos anunciar aquilo que o Senhor nos revela, pois ainda que pareça duro, no momento certo o Senhor mostrará que a dificuldade foi importante para chegar no melhor depois!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 06/11/12 por e-mail.