Aprendendo a escutar...

10/08/2012


 

Normalmente nas sextas-feiras, como hoje, enviamos uma mensagem de outro site, uma ilustração, algo assim. Mas hoje vamos aproveitar este espaço para contar uma história que vivemos há alguns dias:

Estava com meu terno azul, dirigindo, e notei que precisava abastecer o carro. Foi possível chegar no posto que meu carro é abastecido na maioria das vezes. Mas fui atendido por uma pessoa que não me lembro de ter sido atendido antes.

Parei o carro, vibro abaixado e pedi, como costume em dias de álcool mais caro, para abastecer com gasolina comum. O atendente perguntou, como algumas (muitas) vezes fazem se eu não preferia gasolina aditivava. Disse que não e pedi segunda vez para completar com gasolina comum.

Mais uma vez o atendente resolveu confirmar se eu não preferia gasolina aditivada. Achei estranha a insistência, mas educadamente respondi que não, que preferia gasolina comum. Para minha surpresa, o atendente resolveu comentar sobre uma "raspadinha" que o posto estava dando para quem abastecesse acima de determinada quantidade de litros. E emendou que iria completar o tanque com a aditivada.

Olhei para ele e confirmei, mais uma vez, que queria a gasolina comum e que se a tal "raspadinha" era para quem abastecesse com a aditivada, ela nem me interessava. Depois de quatro tentativas de me fazer ouvido, consegui que meu carro fosse abastecido com a gasolina comum que eu havia pedido desde o começo.

Não sei se ele ganharia alguma comissão no caso do abastecimento com a aditivada. Achei muito estranha toda aquela insistência. Mas, como de costume, enquanto abastecia, desci do carro. Como estava de terno, o atendente perguntou se eu era advogado. Respondi que era pastor, que até pensei algumas vezes sobre fazer direito, mas como não tinha recebido nenhuma confirmação do Senhor, preferi não fazer.

Nesse momento, o atendente me questionou sobre como a gente conseguia ouvir o que o Senhor falava, pois ele era interessado em entender, ouvir e saber como ouvir. Continuei a conversa, dando algumas informações de como isso acontece comigo, paguei e fui embora.

Mas pouco depois de sair do posto, fiquei pensando... Se não era capaz de ouvir ou ao menos aceitar o que uma pessoa de carne e osso falava, como ele poderia ouvir do Senhor?

Somos rápidos em falar e até mesmo a chegar em conclusões sobre as coisas. Mas é tão difícil para nós conseguirmos ouvir as outras pessoas. E isso me fez pensar muito sobre essa questão de ouvir o Senhor: como vamos ouvir o que Ele tem a nos dizer não aprendemos nem mesmo a ouvir as outras pessoas? O Senhor falará ao nosso coração. Poderá ser com voz audível, mas poderá não ser! Se não aprendemos a ouvir as vozes audíveis, corremos o risco de não ouvir o que o Senhor tem pra nos dizer.

Assim, que possamos aprender a ouvir o que as pessoas querem nos dizer. Algumas vezes chegamos a conclusão que alguém nos disse algo que nem mesmo disse! E que usemos esse aprendizado para discernir o que o Senhor tem pra nos dizer. Que comecemos ouvindo as pessoas e que possamos ampliar esse aprendizado de "ouvir" para ouvir aquilo que o Senhor tem pra nos falar.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor



Esta meditação foi enviada em 10/08/12 por e-mail.