Propósito...

19/06/2012

 

Atos dos Apóstolos 25.1-12

1 Tendo, pois, entrado Festo na província, depois de três dias, subiu de Cesaréia a Jerusalém.
2 E os principais sacerdotes e os mais eminentes judeus fizeram-lhe queixa contra Paulo e, em detrimento deste,
3 lhe rogavam o favor de o mandar a Jerusalém, armando ciladas para o matarem no caminho.
4 Mas Festo respondeu que Paulo estava detido em Cesaréia, e que ele mesmo brevemente partiria para lá.
5 Portanto, disse ele, as autoridades dentre vós desçam comigo e, se há nesse homem algum crime, acusem-no.
6 Tendo-se demorado entre eles não mais de oito ou dez dias, desceu a Cesaréia; e no dia seguinte, sentando-se no tribunal, mandou trazer Paulo.
7 Tendo ele comparecido, rodearam-no os judeus que haviam descido de Jerusalém, trazendo contra ele muitas e graves acusações, que não podiam provar.
8 Paulo, porém, respondeu em sua defesa: Nem contra a lei dos judeus, nem contra o templo, nem contra César, tenho pecado em coisa alguma.
9 Todavia Festo, querendo agradar aos judeus, respondendo a Paulo, disse: Queres subir a Jerusalém e ali ser julgado perante mim acerca destas coisas?
10 Mas Paulo disse: Estou perante o tribunal de César, onde devo ser julgado; nenhum mal fiz aos judeus, como muito bem sabes.
11 Se, pois, sou malfeitor e tenho cometido alguma coisa digna de morte, não recuso morrer; mas se nada há daquilo de que estes me acusam, ninguém me pode entregar a eles; apelo para César.
12 Então, Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Apelaste para César; para César irás.

O caso segue aparentemente complicado. Os judeus ainda querem matar Paulo, mas este segue sob custódia dos Romanos. Com a mudança no cargo político, os judeus tentam novamente armar contra Paulo, sem sucesso. Mas, o novo responsável político não queria se indispor totalmente e logo de cara com os judeus. Mesmo não tendo como provar o que falavam, os judeus ainda conseguem ao menos um favor do chefe político, que fala da possibilidade de Paulo ir para Jerusalém, deixando com este a decisão. Paulo, sabendo de sua missão, prefere apelar para César! Não era mais tempo de ir para Jerusalém, como antes ele seguiu caminho mesmo com tantos pedidos em contrário. Era tempo de ir para Roma!

Paulo estava preso por pregar o Evangelho. Os judeus não conseguiam achar erro em suas explicações, mas tentavam de qualquer forma desqualificar Paulo perante a lei, mesmo que falando de erros aparentes, até inexistentes. Afinal, se as acusações se sustentassem, o chefe político teria mesmo que entregar Paulo por conta das acusações! Usavam até mesmo com acusações que não se provavam. Queriam mesmo era matar Paulo, quer fosse de acordo com a lei ou não. Eles entendiam que Paulo era um herege, ao menos um perturbador da ordem, e queriam acabar com aquilo. Não necessariamente havia um desejo apenas de morte por ciúmes, mas acredito que muitos achavam mesmo que Paulo deveria morrer por vontade do Senhor, por ir contra a lei de Moisés! Era um zelo que se transformou em ciúmes em alguns e saiu do controle, possivelmente, mas não acredito que todos iam nessa direção. Deveria existir aqueles que achavam que faziam o certo, sem ir pelo caminho dos ciúmes ou vontades pessoais, mas por achar que cumpriam mesmo o querer do Senhor! Muitos erram achando que estão fazendo o certo...

Ciúmes ou zelo com a lei, o fato é que o Senhor usou tudo para cumprir Seu plano. Até mesmo o fato de Paulo ser cidadão romano, para poder apelar para Roma! E Paulo seguia pronto a realizar a vontade do Senhor, mesmo que preso, mesmo que acusado injustamente, mesmo que podendo ser morto até mesmo numa "tocaia". Que possamos entender o plando Senhor em nossa vida e mais que isso, que não coloquemos limites ou travas para realizar isso! Que estejamos sempre prontos a fazer o que quer o Senhor. Precisamos discernir além do que parece melhor. Podemos imaginar que fosse melhor Paulo pregar livre, fora da prisão, e contar com o cuidado do Senhor a cada tentativa de acabar com sua vida! Era apenas seguir o que já acontecia antes. Mas Paulo teve que assumir a mudança, ser preso e seguir o plano  do Senhor mesmo assim. Quando for para manter o que fazemos, que façamos! Quando for para mudar, que mudemos. Mas que estejamos sempre prontos a cumprir a vontade do Senhor, com privações ou não, realizando sempre o melhor para anunciar o Evangelho!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 19/06/12 por e-mail.