Seguir fazendo a vontade do Senhor

13/03/2012

 

Atos dos Apóstolos 23.1-10

1 Fitando Paulo os olhos no sinédrio, disse: Varões irmãos, até o dia de hoje tenho andado diante de Deus com toda a boa consciência.
2 Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca.
3 Então, Paulo lhe disse: Deus te ferirá a ti, parede branqueada; tu estás aí sentado para julgar-me segundo a lei e contra a lei mandas que eu seja ferido?
4 Os que estavam ali disseram: Injurias o sumo sacerdote de Deus?
5 Disse Paulo: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo.
6 Sabendo Paulo que uma parte era de saduceus e outra de fariseus, clamou no sinédrio: Varões irmãos, eu sou fariseu, filho de fariseus; é por causa da esperança da ressurreição dos mortos que estou sendo julgado.
7 Ora, dizendo ele isto, surgiu dissensão entre os fariseus e saduceus; e a multidão se dividiu.
8 Porque os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito; mas os fariseus reconhecem uma e outra coisa.
9 Daí procedeu grande clamor; e levantando-se alguns da parte dos fariseus, altercavam, dizendo: Não achamos nenhum mal neste homem. E se algum espírito ou anjo lhe falou, não resistamos a Deus.
10 E avolumando-se a dissenção, o comandante, temendo que Paulo fosse por eles despedaçado, mandou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles e o levassem para a fortaleza.

Paulo testemunha que conhece a Palavra e a história. Usa ambos neste momento, diante do sinédrio. E acaba se valendo disso para evitar que haja qualquer problema mais sério. Pois, com base na Palavra, ele acaba conquistando a simpatia de alguns. O simples fato de mostrar-se conhecedor da Palavra já dava uma pequena trégua para que ele não fosse "condenado" ali mesmo. E indo alé, se valeu de uma questão histórica e doutrinal para acalmar os ânimos ao menos de um grupo, causando discussão entre aqueles que se uniam para "condená-lo". E quando o grupo começa a discutir entre si, Paulo é levado mais uma vez embora, evitando que ali mesmo houvesse uma "condenação".

Já havia um desenho do que iria acabar acontecendo. Se os judeus não conseguiam se unir para enquadrar Paulo na Lei, mas ainda assim havia uma movimentação contra ele, os romanos deveriam tomar uma atitude para evitar que, mesmo dividido, o povo acabasse matando um cidadão romano. Parecia que Roma se aproximava de Paulo...

Sabemos que Paulo entendia que deveria ir para Roma e essa era a forma que ele teria cumprido esse desejo. Ele entendia que era hora de ser preso (por isso foi para Jerusalém, sabendo do que aconteceria lá) e dar testemunho do Senhor, agora em Roma. Assim, ele continua no processo para ir para Roma. E continua nos mostrando que, apesar de ser possível para ele ir para Roma em viagem como outra qualquer, há situações que temos que deixar algo acontecer antes para que se complete a obra do Senhor. Não era necessário para ele ir para Roma esse processo todo, mas ele entendeu que esse era o plano do Senhor. Que saibamos interpretar o plano do Senhor para nós e estejamos prontos a realizar a Sua vontade, indo pelo caminho que é do Seu agrado, não pelo mais rápido ou pelo mais demorado, por nossa vontade, mas da forma como nos mostrar o Senhor! Deixando no momento certo o que deve ser deixado, mudando aquilo que precisa ser mudado, e seguindo pelo caminho debaixo da vontade do Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 13/03/12 por e-mail.