Seguir fazendo a vontade do Senhor

06/03/2012

 

Atos dos Apóstolos 22.22-30

22 Ora, escutavam-no até esta palavra, mas, então, levantaram a voz, dizendo: Tira do mundo tal homem, porque não convém que viva.
23 Gritando eles e arrojando de si as capas e lançando pó para o ar,
24 o comandante mandou que levassem Paulo para dentro da fortaleza, ordenando que fosse interrogado debaixo de açoites, para saber por que causa assim clamavam contra ele.
25 Quando o haviam atado com as correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um cidadão romano, sem ser ele condenado?
26 Ouvindo isto, foi o centurião ter com o comandante e o avisou, dizendo: Vê o que estás para fazer, pois este homem é romano.
27 Vindo o comandante, perguntou-lhe: Dize-me: és tu romano? Respondeu ele: Sou.
28 Tornou o comandante: Eu por grande soma de dinheiro adquiri este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento.
29 Imediatamente, pois, se apartaram dele aqueles que o iam interrogar; e até o comandante, tendo sabido que Paulo era romano, atemorizou-se porque o havia ligado.
30 No dia seguinte, querendo saber ao certo a causa por que ele era acusado pelos judeus, soltou-o das prisões, e mandou que se reunissem os principais sacerdotes e todo o sinédrio; e, trazendo Paulo, apresentou-o diante deles.

O povo ouvia Paulo com atenção. Até que ele deixou claro que o Senhor havia mandado que ele pregasse aos gentios. Isso enfureceu o povo judeu ali presente e queriam mesmo matar Paulo. Mas ele é levando para dentro da fortaleza romana, para ser interrogado. Se estava causando algum tipo de problema, os romanos tentavam acalmar o povo, para evitar o apredejamento. Mas isso implicava em prender quem estava supostamente causando aquele problema, bater e interrogar.

Mas Paulo não era apenas judeu. Era cidadão romano também. Não era apenas uma questão de acalmar o povo judeu, mas ele tinha direito a um processo como cidadão romano. Era preciso atender aos dois grupos (judeus e romanos), para não causar problemas políticos com nenhum. Por isso, no final, Paulo é levando pelo comandante para o sinédrio. Não manda Paulo só, mas o apresenta, para não permitir que algo que a Lei dos judeus poderia permitir por blasfêmia (o apedrejamento) seja uma realidade para um cidadão romano.

Sabemos que Paulo entendia que deveria ir para Roma e essa era a forma que ele teria cumprido esse desejo. Ele entendia que era hora de ser preso (por isso foi para Jerusalém, sabendo do que aconteceria lá) e dar testemunho do Senhor, agora em Roma. Assim, ele começa o processo para ir para Roma. E nos mostra que, apesar de ser possível para ele ir para Roma em viagem como outra qualquer, há situações que temos que deixar algo acontecer antes para que se complete a obra do Senhor. Não era necessário para ele ir para Roma essa prisão, mas ele entendeu que esse era o plano do Senhor. Que saibamos interpretar o plano do Senhor para nós e estejamos prontos a realizar a Sua vontade, indo pelo caminho que é do Seu agrado, não pelo mais rápido ou pelo mais demorado, por nossa vontade, mas da forma como nos mostrar o Senhor! Deixando no momento certo o que deve ser deixado, mudando aquilo que precisa ser mudado, e seguindo pelo caminho debaixo da vontade do Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 06/03/12 por e-mail.