Oferta e entrega

23/02/2012

 

Esdras 8.24-30

24 Então, separei doze dos principais dentre os sacerdotes: Serebias e Hasabias, e com eles dez dos seus irmãos;
25 e pesei-lhes a prata, o ouro e os vasos, a oferta para a casa do nosso Deus, que o rei, os seus conselheiros, os seus príncipes e todo o Israel que estava ali haviam oferecido;
26 entreguei-lhes nas mãos seiscentos e cinquenta talentos de prata, e em vasos de prata cem talentos; e cem talentos de ouro;
27 e vinte taças de ouro no valor de mil dáricos, e dois vasos de bronze claro e brilhante, tão precioso como o ouro.
28 E disse-lhes: Vós sois santos ao Senhor, e santos são estes vasos; como também esta prata e este ouro são ofertas voluntárias, oferecidas ao Senhor, Deus de vossos pais.
29 Vigiai, pois, e guardai-os até que os peseis na presença dos principais dos sacerdotes e dos levitas, e dos príncipes das casas paternas de Israel, em Jerusalém, nas câmaras da casa do Senhor.
30 Então, os sacerdotes e os levitas receberam o peso da prata, e do ouro, e dos vasos, a fim de os trazerem para Jerusalém, para a casa do nosso Deus.



A entrega dessa oferta é muito significativa: era hora de separar objetos, bens e utensílios para a Obra do Senhor. A entrega mesmo antes de chegar em Jerusalém era para garantir que o que fazia parte da oferta não fosse usado de forma diferente que a da sua utilização real. Não passava por fazer coisas certas e erradas do ponto de vista do "certo e errado", mas fazer algo que não fosse a utilidade mesmo! Quer dizer: ia além de fazer o certo ou o errado; era para fazer só o que era a real utilidade do bem dedicado.

Quero destacar dois pontos, além do que já escrevi acima:

Pesei-lhes - traz a ideia de ter o certo, dedicar o que deve ser dedicado. Afinal, a balança entra em situações que se quer saber o peso certo do que está sendo entregue. Naquele caso, a ideia era saber exatamente o tamanho da oferta dedicada. Isso porque os utensílios anteriores são devolvidos e ainda são recebidos novos bens. Logo, teria mais coisas dedicadas ao templo, mais coisas santas, separadas apenas para o uso das coisas do Senhor.

Vós sois santos - mostra aqui que o povo tinha que refletir a santidade do Senhor. Os sacerdotes precisavam mostrar isso mais claramente, para dar o exemplo para outras pessoas. Além da santidade das pessoas, o texto também fala sobre a santidade dos objetos. Vemos na Bíblia de comentário Shedd o seguinte comentário:

Aquilo que é dedicado ao serviço de Deus deve ser tratado com reverência, e não usado conforme a conveniência humana. Deveria haver mais reverência para com o culto e para com os nossos corpos pois ambos pertencem a Deus (cf. Romanos 12.1).

Isso mostra que as coisas do Senhor devem ser feitas com seriedade. Não devemos fazer apenas por fazer, mas sabendo porque fazemos e mais que isso, o que estamos fazendo. Fazer sem nem saber o que se faz pode demonstrar falta de compromisso, intimidade com Deus ou até mesmo descuido. Temos que saber o que estamos fazendo e porque fazemos. Nossas atitudes mostram posturas sérias diante do espiritual. E devemos preservar a postura de santidade para a qual somos chamados. Fazendo as coisas com reverência, temor e tremor. Não medo, mas consciência das atitudes. Separar para o Senhor, quer pessoas ou objetos, é algo que a Bíblia relata com muita seriedade. E devemos fazer, claro, mas sabendo o que estamos fazendo e porque fazemos. Não só por fazer, porque é bonito ou porque não vemos problema. Mas porque obedecemos ao querer do Senhor, dando testemunho de que nossa vida está nas mãos Dele. Por isso obedecemos: para testemunhar que fazer a vontade do Senhor é o melhor. Mas para obedecer é preciso intimidade (para a revelação) e conhecimento, para realizarmos a vontade do Senhor. Assim, podemos dar testemunho da vontade do Senhor e mostrar para outras pessoas que vale a pena obedecer ao Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 23/02/12 por e-mail.