Testemunhar e agir

21/02/2012

 

Atos dos Apóstolos 22.1-21

1 Assim, disse Paulo: Irmãos e pais, ouvi a minha defesa, que agora faço perante vós.
2 Ora, quando ouviram que lhes falava em língua hebraica, guardaram ainda maior silêncio. E ele prosseguiu:
3 Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade, instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus, assim como o sois todos vós no dia de hoje.
4 E persegui este Caminho até a morte, algemando e metendo em prisões tanto a homens como a mulheres,
5 do que também o sumo sacerdote me é testemunha, e assim todo o conselho dos anciãos; e, tendo recebido destes cartas para os irmãos, seguia para Damasco, com o fim de trazer algemados a Jerusalém aqueles que ali estivessem, para que fossem castigados.
6 Aconteceu, porém, que, quando caminhava e ia chegando perto de Damasco, pelo meio-dia, de repente, do céu brilhou-me ao redor uma grande luz.
7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?
8 Eu respondi: Quem és tu, Senhor? Disse-me: Eu sou Jesus, o nazareno, a quem tu persegues.
9 E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, mas não entenderam a voz daquele que falava comigo.
10 Então, perguntei: Senhor que farei? E o Senhor me disse: Levanta-te e vai a Damasco, onde se te dirá tudo o que te é ordenado fazer.
11 Como eu nada visse por causa do esplendor daquela luz, guiado pela mão dos que estavam comigo, cheguei a Damasco.
12 Um certo Ananias, varão piedoso conforme a lei, que tinha bom testemunho de todos os judeus que ali moravam,
13 vindo ter comigo, de pé ao meu lado, disse-me: Saulo, irmão, recobra a vista. Naquela mesma hora, recobrando a vista, eu o vi.
14 Disse ele: O Deus de nossos pais de antemão te designou para conhecer a sua vontade, ver o Justo e ouvir a voz da sua boca.
15 Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.
16 Agora, por que te demoras? Levanta-te, batiza-te e lava os teus pecados, invocando o seu nome.
17 Aconteceu que, tendo eu voltado para Jerusalém, enquanto orava no templo, achei-me em êxtase,
18 e vi aquele que me dizia: Apressa-te e sai logo de Jerusalém; porque não receberão o teu testemunho acerca de mim.
19 Disse eu: Senhor, eles bem sabem que eu encarcerava e açoitava pelas sinagogas os que criam em ti.
20 E quando se derramava o sangue de Estêvão, tua testemunha, eu também estava presente, consentindo na sua morte e guardando as capas dos que o matavam.
21 Disse-me ele: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.

Paulo fala com o povo que queria sua prisão e até sua morte. O povo entendia que Paulo não seguia mais corretamente os ensinamentos e devia ser punido. Então, Paulo fala ao povo na língua hebraica. Chama a atenção do povo por fazer isso, mostrando que guardava ainda o costume da língua e apresenta sua defesa e testemunho: fala desde o tempo que perseguia os cristãos (os do Caminho), como se deu sua conversão (no meio de uma viagem para prender alguns desses), de sua instrução no conhecimento da Lei e do reconhecimento de muitos dos líderes. Além de falar de sua conversão, como se deu e os eventos envolvidos, mostra o seu apelo pela tradição judaica.

Deixa claro que era preseguidor. Mas que algo aconteceu para que ele mudasse sua atitude. E fala de todo o seu chamado, inclusive com quem ele deveria trabalhar, alcançando os gentios. Lembremos que ainda estava muito "misturado" o judaismo com o cristianismo neste momento. Alguns entendiam que o "cristianismo" era uma "seita" dentro do judaismo, outros que era um grupo querendo "mudar" o entendimento do judaismo, pregando para os gentios e ainda havia quem notava a ruptura entre os "dois grupos" para breve. Paulo deixa claro que era seu chamado chegar até o povo gentio, o que poderia criar uma ruptura decisiva entre judeus e cristãos (os do Caminho).

Como Paulo, nós precisamos ter claro qual é o nosso chamado. Muitas pessoas podem entender de forma diferente diante do que fazemos, mas nós precisamos entender aquilo que o Senhor nos chamou a fazer. E devemos nos dedicar para essa tarefa, não importando a dificuldade que se apresente. A questão não é se fazemos muito ou pouco, mas se fazemos aquilo que o Senhor nos chamou a fazer. Não importando as dificuldades ou o que falam de nosso chamado, desde que estejamos no caminho que o Senhor nos chamou a estar. Que possamos, como Paulo, mesmo que diante de prisão e tudo mais, ter certeza de nosso chamado e que possamos seguir fazendo a vontade do Senhor, por onde andemos.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 21/02/12 por e-mail.