A abelha e o beija-flor

10/02/2012


Do site: ilustrar.com.br


Havia em um certo jardim uma abelha que vivia se deliciando do néctar das flores. Todas as manhãs ela saia de sua colmeia e voava por entre as flores, alegre e feliz. Aquele jardim era somente seu. As outras abelhas ficavam perto da colmeia. Ela não. Todos os dias voava longe, até chegar no seu paraíso, onde podia escolher livremente a flor que lhe serviria de banquete.

Mas certo dia, ela notou algo diferente. Foi em uma flor e não encontrou o precioso néctar. Foi na outra, e também havia sido sugada. Então, ela pensou: - Será que minhas companheiras encontraram meu paraíso?

Enquanto pensava nisso, foi surpreendida por uma visão que a deixou atordoada. Perto dela, a poucos metros da flor onde estava, havia um beija-flor, sugando o néctar de uma linda rosa vermelha. Furiosa, a abelha voou até ele e, com o ferrão pronto para atacar, disse:

- Quem deu permissão para você vir mexer nas minhas flores? Não sabe que este jardim é meu?

Espantado, o beija-flor olhou para a abelha e disse:

- Bom dia, dona abelha!

- Que bom dia, nada - Disse furiosa a abelha. - Quem deu permissão para você vir aqui sugar as minhas flores?

- Eu não sabia que elas eram suas. Pelo contrário, pensei que elas fossem do Criador.

- Elas são minhas, sim. Eu as encontrei primeiro. Não vou dividir com ninguém. Eu venho de longe todos os dias para sugar o néctar de cada uma delas. Conheço todas, desde que eram ainda pequenas. Você não tem direito de invadir meu jardim.

- Mas existem tantas flores aqui. E, afinal de contas, o Criador disse que temos que repartir o que temos com os outros....

- Mas eu não reparto nada com ninguém. Elas são minhas e pronto.

Nesta hora, a abelha foi surpreendida por um pardal, que com muita fome, resolveu arriscar sua sorte, tentando devorar a abelha. Quando ela o viu, voou feito louca por entre as flores, seguida de perto pela ave esfomeada.

Já cansada e vendo que iria se tornar um banquete para o pardal, ela olha para o beija-flor e implora ajuda. O beija-flor, então, voa na direção do pardal, conversa com ele, que logo voa para longe. Ainda assustada, a abelha pergunta para o beija-flor:

- O que você disse para ele que fez com que ele fosse embora tão rápido?

- Eu lhe disse que ali na frente, não muito longe daqui, há uma casa com um lindo jardim. Nele existem muitas flores, tão bonitas como estas. Disse-lhe também que todas as manhãs, por volta desta hora, o jardineiro joga muita comida para os pássaros. E ai eu lhe perguntei se ele não preferiria ir lá para se deliciar ao invés de ficar aqui, onde há apenas uma pequena e solitária abelha como alimento.

Vendo que sua vida fora salva pelo beija flor, a abelha disse, um tanto quanto comovida:

- Perdoe-me pelo meu egoísmo. Pode vir sempre que quiser colher o néctar destas flores. Afinal, elas são tantas e eu não dou conta de todas.

Assim, os dois se tornaram grandes amigos e, todas as manhãs, antes de iniciarem seu banquete, conversavam um pouco sobre tudo aquilo que o Criador havia lhes dado.

Quando deixamos de ser egoístas conquistamos grandes amigos e descobrimos que aquilo que o Criador nos deu pode ser o caminho para a conquista de grandes amizades.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor



Esta meditação foi enviada em 10/02/12 por e-mail.