Testemunho...

31/01/2012

 

Atos dos Apóstolos 21.17-26

17 E chegando nós a Jerusalém, os irmãos nos receberam alegremente.
18 No dia seguinte, Paulo foi em nossa companhia ter com Tiago e compareceram todos os anciãos.
19 E, havendo-os saudado, contou-lhes uma por uma as coisas que por seu ministério Deus fizera entre os gentios.
20 Ouvindo eles isto, glorificaram a Deus e disseram-lhe: Bem vês, irmãos, quantos milhares há entre os judeus que têm crido, e todos são zelosos da lei.
21 Fomos informados a teu respeito que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a se apartarem de Moisés, dizendo que não circuncidem seus filhos, nem andem segundo os costumes da lei.
22 Que se há de fazer, pois? Certamente saberão que és chegado.
23 Faze, pois, o que te vamos dizer: Temos quatro homens que fizeram voto;
24 toma estes contigo, santifica-te com eles e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a lei.
25 Todavia, quanto aos gentios que têm crido já escrevemos, dando o parecer que se abstenham do que é sacrificado aos ídolos, do sangue, do sufocado e da prostituição.
26 Então, Paulo, no dia seguinte, tomando consigo aqueles homens, purificou-se com eles e entrou no templo, notificando o cumprimento dos dias da purificação, quando seria feita a favor de cada um deles a respectiva oferta.

Em uma das meditações ateriores, escrevemos sobre a realidade do Cristianismo ainda ser algo inicial nos dias de Atos dos Apóstolos, muitas vezes até confundido com o próprio Judaísmo. Parecia haver o entendimento incialmente que não se faria necessária uma separação, mas uma ampliação: os judeus seguiriam os ritos do Judaísmo, sem descuidar dos novos ensinamentos e os gentios poderiam se achegar à Fé, sem necessariamente seguir todos os ritos Judaicos. No versículo 25 encontramos a ressalva de observação até mesmo para os gentios.

Com o tempo as duas formas de fé acabaram se afastando, quer por questões de brigas religiosas, com menos tolerância ao que se observar ou deixar de observar, ou até mesmo por questão política, já que os Cristãos acabam perseguidos (Judeus ou gentios) e os Judeus enfrentam isso de outra forma, em outros momentos.

Mas a chegada de Paulo em Jerusalém é envolta no Testemunho: tanto do que tinha sido feito entre gentios como entre Judeus. Mas alguns queriam dizer, por conta do ministério de Paulo mais difundido entre os gentios, que Paulo teria deixado de lado o Judaísmo. Por isso é solicitado a ele mais um testemunho: confirmar que o testemunho do trabalho entre os gentios não tinha afastado a ele das observações que os Judeus deveriam continuar seguindo. E Paulo mais uma vez dá testemunho. Mostrando para nós que, mesmo que não seja necessário, se for algo para dar testemunho do cuidado do Senhor e de sua fé, devemos observar. Não devemos fazer aquilo que é notadamente errado! Mas aquilo que não tem erro, mesmo que não seja algo necessário, se for para testemunhar, devemos observar e fazer o Nome do Senhor mais conhecido. No caso de Paulo, por ser judeu e estar debaixo do que foi entendido, ele deveria fazer, claro. Mas, ainda que não fosse necessário, se não havia erro, poderia ser feito, desde que para testemunho. Que possamos, fugindo daquilo que é errado, dar sempre testemunho do Senhor, mesmo que seja fazendo o que não é necessário. Claro que sempre tomando cuidado com o que é errado. A ideia é dar testemunho sempre e para isso, devemos ir na direção do que é certo!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 31/01/12 por e-mail.