Na caminhada...

22/11/2011

 

Atos dos Apóstolos 20.1-6

1 Depois que cessou o alvoroço, Paulo mandou chamar os discípulos e, tendo-os exortado, despediu-se e partiu para a Macedônia.
2 E, havendo andado por aquelas regiões, exortando os discípulos com muitas palavras, veio à Grécia.
3 Depois de passar ali três meses, visto terem os judeus armado uma cilada contra ele quando ia embarcar para a Síria, determinou voltar pela Macedônia.
4 Acompanhou-o Sópatro, de Beréia, filho de Pirro; bem como dos de Tessalônica, Aristarco e Secundo; Gaio, de Derbe, e Timóteo; e dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.
5 Estes, porém, foram adiante e nos esperavam em Trôade.
6 E nós, depois dos dias dos pães asmos, navegamos de Filipos e em cinco dias fomos ter com eles em Trôade, onde nos detivemos sete dias.

Passado o momento de tensão, Paulo chama os discípulos. A exortação aqui não é necessariamente "uma bronca". Como ele viu que havia um momento de tensão, era necessário exortar tanto para manter a direção, manter o caminho, mesmo diante das dificuldades, como chamar a atenção para seguir fazendo a vontade do Senhor, sem entrar na "pilha" dos outros.

Depois disso, Paulo começa uma série de deslocamentos. Entre eles, muda um caminho para evitar problemas. Alguns poderiam dizer que faltou fé a esse homem, pois se Deus estava no controle, por que ele temeu e mudou o caminho? Certa vez passei por uma situação parecida. Minha "falta de fé" foi questionada porque eu decidi que só poderia visitar uma parte do bairro onde pastoreava sem o meu carro, indo andando ou de carona. Havia razões para tal. E eu podia ir sem problemas, mas evitava ir com o carro, para evitar qualquer "pneu furado", "risco no carro desnecessário" e coisas assim. Mas isso foi questionado como "falta de fé". Talvez Paulo tenha passado pelo mesmo... Acho que não! Uma coisa é ter medo; outra é evitar um problema que podemos evitar. Se Paulo tivesse medo, "nem saia de casa", porque uma emboscada poderia ser armada sem nem mesmo chegar o aviso. E eu, nem iria naquela parte do bairro, quer andando, quer com meu carro ou de carona...

Há momentos que temos apenas que "seguir na caminhada", evitando problemas, mas segur o caminho. Fugindo do errado, pregando o Evangelho, mas seguir no caminho. O trabalho acontece nessa caminhada. Quer indo ao trabalho, na padaria, na farmácia, mercado, escola ou faculdade... Ainda que não tenha um trabalho específico, não podemos deixar de fazer a obra enquanto caminhamos, pois esse é o verdadeiro trabalho: enquanto fazemos todas as outras coisas, seguimos pregando o Evangelho, com testemunho, cânticos, mensagens ou numa simples conversa, apenas mostrando a realidade do Evangelho. Algumas vezes, pregamos muito mais com atitudes do que com muitos textos lidos na Bíblia...

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 22/11/11 por e-mail.