No lugar certo, da forma certa e contando com o cuidado do Senhor

15/11/2011

 

Atos dos Apóstolos 19.23-41

23 Por esse tempo houve um não pequeno alvoroço acerca do Caminho.
24 Porque certo ourives, por nome Demétrio, que fazia da prata miniaturas do templo de Diana, proporcionava não pequeno negócio aos artífices,
25 os quais ele ajuntou, bem como os oficiais de obras semelhantes, e disse: Senhores, vós bem sabeis que desta indústria nos vem a prosperidade,
26 e estais vendo e ouvindo que não é só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desviado muita gente, dizendo não serem deuses os que são feitos por mãos humanas.
27 E não somente há perigo de que esta nossa profissão caia em descrédito, mas também que o templo da grande deusa Diana seja estimado em nada, vindo mesmo a ser destituída da sua majestade aquela a quem toda a Ásia e o mundo adoram.
28 Ao ouvirem isso, encheram-se de ira e clamavam, dizendo: Grande é a Diana dos efésios!
29 A cidade encheu-se de confusão e todos à uma correram ao teatro, arrebatando a Gaio e a Aristarco, macedônios, companheiros de Paulo na viagem.
30 Querendo Paulo apresentar-se ao povo, os discípulos não lho permitiram.
31 Também alguns dos asiarcas, sendo amigos dele, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse a ir ao teatro.
32 Uns, pois, gritavam de um modo, outros de outro; porque a assembleia estava em confusão, e a maior parte deles nem sabia por que causa se tinham ajuntado.
33 Então, tiraram dentre a turba a Alexandre, a quem os judeus impeliram para a frente; e Alexandre, acenando com a mão, queria apresentar uma defesa ao povo.
34 Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram por quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios!
35 Havendo o escrivão conseguido apaziguar a turba, disse: Varões efésios, que homem há que não saiba que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que caiu de Júpiter?
36 Ora, visto que estas coisas não podem ser contestadas, convém que vos aquieteis e nada façais precipitadamente.
37 Porque estes homens que aqui trouxestes, nem são sacrílegos nem blasfemadores da nossa deusa.
38 Todavia, se Demétrio e os artífices que estão com ele têm alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e há procônsules; que se acusem uns aos outros.
39 E se demandais alguma outra coisa, averiguar-se-á em legítima assembleia.
40 Pois até corremos perigo de sermos acusados de sedição pelos acontecimentos de hoje, não havendo motivo algum com que possamos justificar este ajuntamento.
41 E, tendo dito isto, despediu a assembleia.

Muitas vezes aqueles que se levantam para pregar o Evangelho são acusados injustamente. A liberdade de fé pode ser assegurada até mesmo por lei, mas as pessoas acham que ao pregar o que acredita, a pessoa está indo contra o que o outro acredita. Não é assim, necessariamente! Eu tenho liberdade de pregar o que acredito, e o outro tem liberdade de acreditar no que quiser. Claro que há formas e formas de se fazer, anunciar, testemunhar e assim por diante. Mas se tomarmos o cuidado de respeitar o outro, o Espírito Santo irá agir para que a mensagem seja pregada e aceita! E os que não aceitarem, que possam notar que estamos apenas expressando nossa liberdade de fé, sem acusar diretamente quem quer que seja.

No caso, as pessoas estavam com medo de perder o "ganha pão". Se a mensagem do Evangelho dava conta que os ídolos não tinham espaço na Fé Cristã (no Caminho), e muitos estavam aceitando essa mensagem, aqueles que ainda viviam da fabricação desses ídolos poderiam perder o seu sustento. Ainda que não se pregasse contra a "Diana dos Efésios", a pregação ia contra a idolatria. Claro que o lugar para a acusação não era aquela assembleia, como se entendeu no final, mas alguma coisa precisava ser feita, na opinião daqueles que estavam perdendo espaço para o desenvolvimento de sua profissão. Em nome do sustento, algo precisava ser feito! Mas, não foi feito da forma correta.

Algumas vezes, aqueles que pregam o Evangelho são acusados e, ainda que seja sem fundamento, dependendo da forma como a coisa acontecer, pode causar muito estrago. Mas o Senhor cuidará de tudo. Agora, quando aquele que prega o Evangelho realmente tem uma falta séria, é preciso se acertar! Porque pode acontecer a acusação e o Evangelho ser envergonhado diante de uma atitude errada. E como quem vai ganhar com isso é o acusador, a chance de acontecer alguma coisa é muito grande!

Outra coisa que o texto nos mostra é que há coisas que "o povo" se envolve e que não deve seguir por aquele caminho. Entendiam que precisavam fazer algo, mas fizeram da forma errada. E isso não acontece apenas "fora da igreja". Algumas vezes a Igreja ou alguma pessoa específica se envolve em alguma coisa que precisa de solução, mas não deve ser resolvida da forma como acontece o envolvimento. Alguns até pensam em omissão, caso não se faça algo, mas existe a forma correta e o lugar correto de como fazer as coisas. Precisamos ter sabedoria para agir assim.

Por fim, precisamos entender que o sustento vem do Senhor. Não podemos temer por isso. Achar que precisamos fazer algo diferente, até mesmo recomendar algo que não está tão certo assim. No texto, fica claro que os que se preocupavam com o sustento iam por um caminho diferente da Fé que temos. Mas nós mesmos muitas vezes nos pegamos preocupados com o sustento e podemos até mesmo recomendar algo que não é tão bom assim. Pregar algo "mais suave", para não "assustar" e ter mais pessoas que possam contribuir. Ou porque fizemos algum investimento e querermos ter o "retorno", recomendamos até mesmo algo que não nos abençoou pessoalmente. Temos que manter nosso foco na certeza do cuidado do Senhor e acreditar que Dele virá o sustento. E seguir realizando a Sua vontade, pois qualquer "perda" pelo caminho da vontade do Senhor será recompensada pelo próprio Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 15/11/11 por e-mail.