Somos chamados para testemunhar e anunciar

02/11/2011


2 Reis 5.1-4


1 Ora, Naamã, chefe do exército do rei da Síria, era um grande homem diante do seu senhor, e de muito respeito, porque por ele o Senhor dera livramento aos sírios; era homem valente, porém leproso.
2 Os sírios, numa das suas investidas, haviam levado presa, da terra de Israel, uma menina que ficou ao serviço da mulher de Naamã.
3 Disse ela a sua senhora: Oxalá que o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria! Pois ele o curaria da sua lepra.
4 Então, Naamã foi notificar a seu senhor, dizendo: Assim e assim falou a menina que é da terra de Israel.


Uma menina longe de sua terra. Levada de Israel para a Síria. Vai para ficar ao serviço da mulher de Naamã, chefe do exército da Síria. Uma menina que poderia simplesmente ficar triste, longe de casa. Que poderia apenas fazer o que mandassem ela fazer, apenas para poder continuar vivendo.

O texto que separamos não diz isso, mas eu acredito que ela vivia de forma diferenciada, mesmo estando na situação que estava. Acredito nisso porque ela foi ouvida quando disse sobre a possibilidade de cura. Talvez, claro, fosse apenas "mais uma tentativa" de buscar a cura. Mas até mesmo ao pensar em ser "mais uma tentativa", vejo que o que ela falou trouxe realmente algum impacto para aquela família. Até porque, depois no texto, vemos que a visita para falar com o profeta foi "formal", com cartas de recomendação e tudo mais. Não foi uma visita rápida, para "mais uma tentativa". Parece que realmente havia a expectativa de que algo era diferente no que falava aquela menina. Por isso, entendo que o testemuho dela diante do que estava vivendo, fez com que seu anúncio tivesse ainda mais crédito.

Assim, mesmo o texto não dizendo com todas as letras sobre o testemunho, posso acreditar que houve esse testemunho. Agora, o texto traz claramente o anúncio convicto dessa menina. Ela acreditava que a cura seria realidade se Naamã estivesse diante do profeta. Então, eu insisto na realidade do testemunho, para ter crédito e fazer com que as pessoas possam ao menos levar em conta o que é falado. Que possamos ter um testemunho assim: que faça com que as pessoas fiquem, ao menos, com a "pulga atrás da orelha" quando falarmos algo do Senhor. E como o texto mostra, que tenhamos coragem de anunciar aquilo que o Senhor pode fazer para todas as pessoas que estão buscando algo. Mais que anunciar que o Senhor pode fazer o que elas querem, que possamos anunciar a mensagem de Salvação, o cuidado do Senhor, para que as pessoas possam buscar o "reino de Deus" em primeiro lugar, para que aí sim as outras coisas sejam acrescentadas. Muitos querem as outras coisas primeiro... Que possamos mostrar que vale a pena buscar o Senhor primeiro e depois, deixar Ele agir!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor



Esta meditação foi enviada em 02/11/11 por e-mail.