Jesus e a oração

04/04/2011

 

Pouco é registrado das palavras específicas com que Jesus orou. Podemos aprender muito simplesmente observando quando, onde e por quê Jesus orou.
 
1. Onde Jesus orou? Claro que não podemos dizer que Jesus orou apenas em lugares específicos, mas é claro no texto Bíblico que Ele frequentemente procurou um lugar e uma hora livre e sem interrupções para falar com seu Pai em oração. Ele subia a montes, ou saia para um jardim, e tipicamente escolhia a noite ou o amanhecer, quando haveria menos chances de interrupções, quer por conta de outros afazeres, quer por conta da procura das pessoas.
 
2. Quando Jesus orou? Ele orou em horas de grandes provações, tais como Getsêmani, poucas horas antes de sua morte. Ele orou momentos antes de grandes decisões. Lucas 6.12-16 conta o dia em que Jesus escolheu os doze discípulos. Note o que Ele fez antes de selecioná-los; "Retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus" (Lucas 6.12). Ele orou antes de grandes obras. Quando Jesus se preparou para ressuscitar Lázaro dentre os mortos, ele primeiro se dirigiu ao seu Pai, em oração (João 11.41-43). Ele orou quando sua obra terminou (João 17.4).
 
3. Por que Jesus orou? As circunstâncias das orações de Jesus sugerem motivos imediatos para oração: tentações, provações, tristeza, momentos decisivos, etc., quer dizer, muitas vezes coisas do seu dia a dia e não apenas grandes feitos. Mas estes são realmente apenas o reflexo de uma razão maior pela qual Jesus orou. Jesus valorizava sua comunhão com o Pai. Como alguém que entendia melhor do que qualquer outro homem jamais entendeu o privilégio de andar com Deus, Jesus queria manter essa íntima relação com seu Pai. Tendo a escolha entre multidões de homens e seu Pai, Jesus frequentemente escolheu a companhia de Deus. Quando tinha que escolher entre o sono e a oração, disse muitas vezes não ao descanso físico, para uma conversa espiritual com seu Pai.
 
 Vemos nesses e em outros momentos da vida de Jesus aspectos que nos ensinam algumas lições muito valiosas sobre o privilégio de sermos chamados filhos de Deus e a necessidade que temos como filhos de falarmos com nosso Pai.

Na próxima semana, permitindo o Senhor, veremos o que os discípulos aprenderam com aquela convivência especial com Jesus e o que nos é ensinado para praticarmos hoje, encerrando mais um texto.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 04/04/11 por e-mail.