O que é... é...

29/03/2011

 

Atos dos Apóstolos 16.35-40

35 Quando amanheceu, os magistrados mandaram quadrilheiros a dizer: Soltai aqueles homens.
36 E o carcereiro transmitiu a Paulo estas palavras, dizendo: Os magistrados mandaram que fosseis soltos; agora, pois, saí e ide em paz.
37 Mas Paulo respondeu-lhes: Açoitaram-nos publicamente sem sermos condenados, sendo cidadãos romanos, e nos lançaram na prisão, e agora encobertamente nos lançam fora? De modo nenhum será assim; mas venham eles mesmos e nos tirem.
38 E os quadrilheiros foram dizer aos magistrados estas palavras, e estes temeram quando ouviram que eles eram romanos;
39 vieram, pediram-lhes desculpas e, tirando-os para fora, rogavam que se retirassem da cidade.
40 Então, eles saíram da prisão, entraram em casa de Lídia, e, vendo os irmãos, os confortaram e partiram.

Paulo e Silas ainda estavam presos. Mesmo depois de conseguirem a liberdade de forma milagrosa, esperaram. Depois, com o testemunho dado ao carcereiro e sua conversão, eles seguiram presos! Mas por que? Ainda era necessário fazer algo...

Quando os que detinham o poder para prender e soltar deram a ordem para que eles fossem soltos, Paulo declara algo como se falasse: não vai ser bem assim! Afinal, eles eram cidadãos romanos e deveriam ter passado por um tratamento diferenciado, o que não foi dado! Era necessário que soubessem naquele local que havia uma falha entre aqueles que podiam decidir sobre prisões e solturas. Havia uma falha e ela precisava ser mostrada, até para testemunho de que cidadãos romanos estavam se convertendo ao ensinamento do Evangelho. Não era uma religião de excluídos socialmente ou de pessoas sem mais capacidade. Até os que podiam ir além naquela sociedade estavam abraçando a nova fé.

Talvez alguns pensem, caso alguém tenha essa atitude hoje, que quem fez tal está sendo arrogante, petulante ou sei lá mais o que. Ao ler nas páginas da Bíblia, entendemos, aceitamos ou até mesmo sem entender, podemos aceitar. Mas se acontecer algo parecido hoje em dia... Entendo que há o momento de "deixar pra lá". Temos que ter sabedoria do alto para saber quando é para fazermos isso. Mas há momentos que temos que ir até a última situação para estabelecer a verdade, o correto. Paulo podia "deixar pra lá" e não seria certo ou errado. Mas, discernindo, ele entendeu que era necessário esclarecer a situação, nos mínimos detalhes. Até para deixar de lado qualquer ideia de a nova fé era algo de apenas alguns, mas chegava até aos cidadãos romanos. Era um testemunho, importante, para o momento histórico. Assim, que possamos discernir momentos em que podemos "deixar pra lá" em algumas coisas, sem prejuízo do correto, ou quando temos que ir até o fim para estabelecer o que é certo. Que o Senhor nos dê discernimento, tanto para agir como para entender quando alguém agir perto de nós!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 29/03/11 por e-mail.