Oração - Prática comunitária

07/03/2011

 

Hoje vamos observar a oração comunitária. Quando a igreja se reúne, a oração individual (que pode acontecer em alguns momentos do culto) deve dar lugar para a oração comunitária, uma oração feita em concordância por seu povo. Quando estamos juntos, a nossa busca é pela unidade, pelo comum, pelo que no faz ser comunidade (comum + unidade – família da fé) e isto deve ser refletido também nas nossas orações.

Atos 4

1 E, ESTANDO eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus,
2 Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos.
3 E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde.
4 Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil.
5 E aconteceu, no dia seguinte, reunirem-se em Jerusalém os seus principais, os anciãos, os escribas,
6 E Anás, o sumo sacerdote, e Caifás, e João, e Alexandre, e todos quantos havia da linhagem do sumo sacerdote.
7 E, pondo-os no meio, perguntaram: Com que poder ou em nome de quem fizestes isto?
8 Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: Principais do povo, e vós, anciãos de Israel,
9 Visto que hoje somos interrogados acerca do benefício feito a um homem enfermo, e do modo como foi curado,
10 Seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, aquele a quem vós crucificastes e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, em nome desse é que este está são diante de vós.
11 Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de esquina.
12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.
13 Então eles, vendo a ousadia de Pedro e João, e informados de que eram homens sem letras e indoutos, maravilharam-se e reconheceram que eles haviam estado com Jesus.
14 E, vendo estar com eles o homem que fora curado, nada tinham que dizer em contrário.
15 Todavia, mandando-os sair fora do conselho, conferenciaram entre si,
16 Dizendo: Que havemos de fazer a estes homens? porque a todos os que habitam em Jerusalém é manifesto que por eles foi feito um sinal notório, e não o podemos negar;
17 Mas, para que não se divulgue mais entre o povo, ameacemo-los para que não falem mais nesse nome a homem algum.
18 E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus.
19 Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vós se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus;
20 Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido.
21 Mas eles ainda os ameaçaram mais e, não achando motivo para os castigar, deixaram-nos ir, por causa do povo; porque todos glorificavam a Deus pelo que acontecera;
22 Pois tinha mais de quarenta anos o homem em quem se operara aquele milagre de saúde.
23 E, soltos eles, foram para os seus, e contaram tudo o que lhes disseram os principais dos sacerdotes e os anciãos.
24 E, ouvindo eles isto, unânimes levantaram a voz a Deus, e disseram: Senhor, tu és o Deus que fizeste o céu, e a terra, e o mar e tudo o que neles há;
25 Que disseste pela boca de Davi, teu servo: Por que bramaram os gentios, e os povos pensaram coisas vãs?
26 Levantaram-se os reis da terra,E os príncipes se ajuntaram à uma,Contra o Senhor e contra o seu Ungido.
27 Porque verdadeiramente contra o teu Santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;
28 Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.
29 Agora, pois, ó Senhor, olha para as suas ameaças, e concede aos teus servos que falem com toda a ousadia a tua palavra;
30 Enquanto estendes a tua mão para curar, e para que se façam sinais e prodígios pelo nome de teu santo Filho Jesus.
31 E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.
32 E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
33 E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
34 Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos.
35 E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.
36 Então José, cognominado pelos apóstolos, Barnabé (que, traduzido, é Filho da consolação), levita, natural de Chipre,
37 Possuindo uma herdade, vendeu-a, e trouxe o preço, e o depositou aos pés dos apóstolos.

 
Damos ênfase nos versículos 23-31. Se quiser, leia essa parte novamente!
 
A situação era de perseguição. Vemos Pedro e João sendo proibidos de pregar o evangelho pela liderança dos Judeus. Uma vez soltos e expulsos do sinédrio, eles procuraram a reunião de oração da igreja de Jerusalém. Contaram o ocorrido e a igreja, sabiamente, decidiu orar.
 
O que pediram? Livramento? Punição para os líderes que perseguiam o evangelho? Poder para fazer calar os perseguidores?
 
Não! Na oração da igreja encontramos submissão e reconhecimento que Jesus Cristo é Deus e soberano Senhor. Adoração a Deus e por fim um pedido: "Senhor, dá-nos coragem para continuarmos falando do evangelho".
 
Isso não quer dizer que devemos deixar de lado outros pedidos em nossas orações! Mas o texto nos mostra que muito mais do que pedir para a solução de nossas inquietações, devemos dar glória ao Senhor da Vida e da História, que sabe o que está fazendo! Adorar a esse Senhor por Sua sabedoria, Louvar ao Senhor por Seu cuidado e buscar forças para realizar a vontade do Senhor. Muitas vezes clamamos para que o Senhor faça o que entendemos ser o melhor. Não está errado! Mas nunca devemos esperar que seja feito do jeito do nosso desejo. Se for o desejo do Senhor, será feito. Por isso, devemos clamar por forças para aceitar e realizar a vontade do Senhor, mesmo que seja contrária a nossa!

Atos 13.1-4

1 E NA igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.
2 E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
4 E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.

 
Podemos ler mais do que esta parte. Mas aqui é o início de um momento específico na vida da comunidade cristã daqueles dias. A igreja de Antioquia estava para mandar dois servos para a primeira empreitada missionária.
 
O que fizeram? Decidiram Jejuar e Orar. Os crentes dali estavam intercedendo pelas vidas daqueles que levariam o Evangelho para longe. Os crentes dali estavam intercedendo pelas vidas daqueles que por Deus foram chamados para as missões. A igreja concordou em pedir a Deus bênçãos e poder sobre Paulo e Barnabé.
 
O que podemos ler mais para frente desse texto é que o resultado foi estrondoso. Muitos creram no evangelho, e novas igrejas foram fundadas. Lembre-se, no começo dos projetos, nas crises e dificuldades, a oração coletiva da igreja tem papel importante.
 
A oração da igreja reflete um dos maiores instrumentos que Deus concedeu a seus filhos. Contudo esta abençoada prática é colocada diante de nós também com o propósito de exercitarmos a nossa fé e aumentarmos a nossa comunhão.
 
Encerramos esse texto na próxima semana, permitindo o Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 07/03/11 por e-mail.