Somos chamados para viver a verdadeira doutrina de fé

12/01/2011

 

Judas

1 Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai e guardados em Jesus Cristo:
2 Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados.
3 Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos.
4 Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo.
5 Ora, quero lembrar-vos, se bem que já de uma vez para sempre soubestes tudo isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram;
6 aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande Dia,
7 assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e seguindo após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.
8 Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades.
9 Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda.
10 Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem; e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem.
11 Ai deles! Porque foram pelo caminho de Caim e, por amor do lucro, se atiraram ao erro de Balaão, e pereceram na rebelião de Coré.
12 Estes são os escolhidos em vossos ágapes, quando se banqueteiam convosco, pastores que se apascentam a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos; são árvores sem folhas nem fruto, duas vezes mortas, desarraigadas;
13 ondas furiosas do mar, espumando as suas próprias torpezas, estrelas errantes, para as quais tem sido reservado para sempre o negrume das trevas.
14 Quanto a estes também profetizou Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que veio o Senhor com os seus milhares de santos,
15 para executar juízo sobre todos e convencer a todos os ímpios de todas as obras de impiedade, que impiamente cometeram, e de todas as duras palavras que ímpios pecadores contra ele proferiram.
16 Estes são murmuradores, queixosos, andando segundo as suas concupiscências; e a sua boca diz coisas muito arrogantes, adulando pessoas por causa do interesse.
17 Mas vós, amados, lembrai-vos das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo;
18 os quais vos diziam: Nos últimos tempos haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias concupiscências.
19 Estes são os que causam divisões; são sensuais e não têm o Espírito.
20 Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,
21 conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
22 E apiedai-vos de alguns que estão na dúvida,
23 e salvai-os, arrebatando-os do fogo; e de outros tende misericórdia com temor, abominando até a túnica contaminada pela carne.
24 Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos,
25 ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo, nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.
 

Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristãos contra os falsos mestres. Como em 2 Pedro, esse falsos líderes são sensuais (versículos 4,16,18), pervertem a verdade (4), e são destinados ao julgamento divino (14,15). Eles são chamados “adormecidos” no versículo 8 e são expostos por não ter o Espírito no versículo 19. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinham o Espírito (Mateus 7.22-23). Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. II.

O texto começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes, ressaltando a preservação divina (vs 1,24).

Entretanto, os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). As responsabilidades dos cristãos são mais desenvolvidas nos versículos 20-23 por uma série de exortações práticas. O balanço da carta expõe, especialmente levando em conta as analogias do Antigo Testamento, a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade, os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.

Precisamos tomar cuidado em nosso viver e, com discernimento do alto, notar quando há erro em outra pessoa. Isso porque o erro, quando declarado e claro, fica fácil de deixarmos de lado em nosso viver e não aceitar em outra pessoa. Mas há situações que mostram certa lógica, mostram a aparência de uma possível verdade, que realmente pode confundir. Nesse caso, só com discernimento do Senhor para notar. Que possamos viver em nossa vida a verdadeira doutrina para testemunhar para outros, que venham a viver, e para, debaixo da vontade do Senhor, dirigidos pelo Espírito Santo, fugir de erros tanto os mais declarados, como aqueles que até parecem certos, mas estão longe da vontade do Senhor.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 12/01/11 por e-mail.