Por zelo exagerado, podemos ir além do que é realmente necessário

16/11/2010

 

Atos dos Apóstolos 15.1-5

1 Então, alguns que tinham descido da Judéia ensinavam aos irmãos: Se não vos circuncidardes, segundo o rito de Moisés, não podeis ser salvos.
2 Tendo Paulo e Barnabé contenda e não pequena discussão com eles, os irmãos resolveram que Paulo e Barnabé e mais alguns dentre eles subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, por causa desta questão.
3 Eles, pois, sendo acompanhados pela igreja por um trecho do caminho, passavam pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios; e davam grande alegria a todos os irmãos.
4 E, quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos, e relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles.
5 Mas alguns da seita dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se dizendo que era necessário circuncidá-los e mandar-lhes observar a lei de Moisés.


Alguns podem achar que aqueles que queriam que os novos convertidos, mesmo gentios, passassem por circuncisão, estavam querendo apenas tumultuar. Eu não vejo assim. O texto não diz que eles estavam tentando criar problemas, mas que tais eram pessoas que tinham crido, e ainda assim achavam que era necessário seguir os ritos da Lei de Moisés, mesmo no caso de novos convertidos gentios. Era um desejo exagerado por zelo com relação ao que eles já acreditavam. Entendiam que a mensagem de salvação agora alcançava outros povos, mas entendiam que algumas coisas da Lei de Moisés ainda precisavam de observação! Apenas isso.

Havia testemunho de muitos novos convertidos, fora do Judaísmo. E aqueles que aceitavam a mensagem, dentro ou fora do Judaísmo, reconheciam que a mensagem era para todos. Os que não reconheciam isso, perseguiam esses novos convertidos. Mas alguns judeus, convertidos, ainda entendiam que alguns dos ritos deviam ser mantidos. Era realmente necessário buscar no Senhor o caminho a se seguir. Afinal, fazer tal rito não seria errado, pois fazia parte da Lei de Moisés! Mas ainda era necessário? Essa era a questão!

Isso vai gerar ainda uma reunião. Quando algo era errado, desde o começo havia certeza no caminho a se tomar. Mas esse não era um caso de erro: era o caso de saber se era necessário ou não seguir fazendo algo. Se Deus já estava confirmando a conversão de tantos sem isso, era realmente necessário tal procedimento? E se fosse, era para fazer! Mas eles precisavam de entendimento do Alto e não apenas de posições pessoais pois, como escrevi, não era algo errado, era questão de saber se era necessário ou não. Assim, fica para nós como exemplo: há coisas que são erradas e delas devemos fugir! Mas do que não é errado, mas ainda assim levanta discussões, que possamos apresentar as razões que entendemos, mas mais que querer que essas sejam observadas, que queiramos que o próprio Senhor nos dê entendimento do que é certo ou errado, ou melhor, do que devemos fazer, mesmo que não seja errado, mas se não for para fazer, que não façamos, para fazer a vontade de Deus em tudo. Mas, permitindo o Senhor, ainda iremos escrever mais sobre isso na sequência desse texto!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 16/11/10 por e-mail.