Somos chamados para amar e perdoar

10/11/2010

 

Filemon 8-20

8 Pelo que, embora tenha em Cristo plena liberdade para te mandar o que convém,
9 todavia prefiro rogar-te por esse teu amor, sendo eu como sou, Paulo, o velho e, agora, até prisioneiro de Cristo Jesus,
10 sim, rogo-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões;
11 o qual outrora te foi inútil, mas agora a ti e a mim é muito útil;
12 eu to torno a enviar, a ele que é o meu próprio coração.
13 Eu bem quisera retê-lo comigo, para que em teu lugar me servisse nas prisões do evangelho;
14 mas sem o teu consentimento nada quis fazer, para que o teu benefício não fosse como por força, mas, sim, espontâneo.
15 Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o recobrasses para sempre,
16 não já como escravo, antes mais do que escravo, como irmão amado, particularmente de mim, e quanto mais de ti, tanto na carne como também no Senhor.
17 Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo.
18 E, se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, lança-o minha conta.
19 Eu, Paulo, de meu próprio punho o escrevo: eu o pagarei, para não te alegar que também tu me deves até a ti mesmo.
20 Sim, irmão, eu quisera regozijar-me de ti no Senhor; reanima o meu coração em Cristo.


Como é uma carta com um único capítulo, não fazemos referência ao capítulo na citação da porção que temos para motivar nossa meditação. Mesmo sendo a mais curta das epístolas de Paulo, Filemom é uma profunda revelação de Cristo operando na vida de Paulo e daqueles à sua volta. O tom é de amizade calorosa e pessoal ao invés de autoridade apostólica. Ela revela como Paulo endereçou com educação, porém firmeza, o assunto central da vida cristã, isto é, o amor através do perdão, em uma situação muito sensível: o dono do escravo poderia fazer o que quisesse, ainda mais diante da possibilidade de ter sido prejudicado quer com algo que o escravo tenha feito de errado em sua casa quer por conta da sua fuga. Mas o amor cristão é invocado!

A epístola é uma expressão autêntica dos verdadeiros relacionamentos cristãos. Depois de agradecer pessoalmente a Filemom e seus companheiros crentes, Paulo expressa ação de graças por seu amor e fé em relação a Cristo e os irmãos. O amor fraternal normalmente exige graça e misericórdia práticas, e Paulo logo chega a esse tópico. Ele explica a conversão de Onésimo e o novo valor do escravo no ministério e família de Jesus Cristo (12-16). Essa transformação, junto com a profunda amizade de Paulo com os dois homens, é a base de um novo começo.

Não se trata de um apelo superficial de Paulo, pois ele preenche um “cheque em branco” em nome de Onésimo para quaisquer dívidas a pagar (17-19). Ele faz a petição já sabendo que o amor e o caráter de Filemom prevalecerão. Da mesma forma, somos convidados a viver esse amor e esse perdão. Não apenas de falar ou de pregar aos outros, mas de praticar em nossos relacionamentos, em nossa vida diária. Parece muito bonito, realmente é bonito de se ver e de se sentir amado e perdoado. Mas quem está dando amor e perdão, num primeiro momento pode se sentir como que perdendo a briga ou perdendo algo. Mas depois, ao viver e deixar isso ser real em sua vida, também consegue notar o quanto é valioso viver dessa forma. Que vivamos assim!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 10/11/10 por e-mail.