Salmo 137

05/08/2010

 

1 Junto aos rios de Babilônia, ali nos assentamos e nos pusemos a chorar, recordando-nos de Sião.
2 Nos salgueiros que há no meio dela penduramos as nossas harpas,
3 pois ali aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções; e os que nos atormentavam, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
4 Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estrangeira?
5 Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
6 Apegue-se-me a língua ao céu da boca, se não me lembrar de ti, se eu não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
7 Lembra-te, Senhor, contra os edomitas, do dia de Jerusalém, porque eles diziam: Arrasai-a, arrasai-a até os seus alicerces.
8 Ah! Filha de Babilônia, devastadora; feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós;
9 feliz aquele que pegar em teus pequeninos e der com eles nas pedra.

Este salmo é situado no período do exílio. Mesmo que tenha sido escrito depois, ele faz alusão ao tempo desse evento. Mas os estudiosos entendem que ele deve ter a origem no período do exílio mesmo. É um salmo que fala da tristeza do exílio na Babilônia, além de demonstrar a chateação com os povos vizinhos, que ajudaram nesse processo de destruição de Jerusalém.

Saudade das árvores... saudade do lugar... saudade dos cânticos... Saudade de uma vida. Era isso que o povo sentia no Exílio. Apesar de não terem perdido completamente a identidade religiosa, não estavam mais na sua terra, não tinham os lugares queridos e conhecidos, não tinham o Templo. Mesmo que pudessem manter algo de sua religiosidade, ela estava afetada. E a saudade de lugares queridos era forte quando estavam longe de tudo, ainda mais sabendo que muita coisa estava destruida.

Alguns cânticos não eram cantados durante o tempo de exílio. Talvez por não ter força para tal, talvez por não quererem, tentado se punir, não temos como afirmar a causa real. Como existimos para exaltar ao Senhor, através de cânticos ou da forma como vivemos, de palavras e testemunhos, isso nos faz desejar a presenção do Senhor. Mas a distância no Exílio teria afetado essa sensação também. O povo sabia do cuidado do Senhor, acredito que mesmo que de forma limitada, sentiam e testemunhavam, mas queriam mesmo era voltar para casa! Sentimos isso muitas vezes! Ficamos com a impressão que algo não está no lugar, que algo está faltando e até ficamos tão chateados com quem colaborou para que passássemos por algum problema, que pensamos o pior. O que precisamos é manter o foco nas coisas do Senhor, deixar de lado essas coisas que acontecem e chateiam e buscar a vontade do Senhor. Assim, podemos manter o foco da busca, mesmo no meio de muitos problemas. Eles podem continuar e ainda chatear, mas teremos mais capacidade de entender e mudar a situação se continuarmos buscando ao Senhor. Que consigamos isso!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 05/08/10 por e-mail.