Somos chamados para conhecer, falar e viver a verdade

12/05/2010

 

Ageu 1.1-11

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, governador de Judá, filho de Sealtiel, e a Josué, o sumo sacerdote, filho de Jozadaque, dizendo:
2 Assim fala o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo de se edificar a casa do Senhor.
3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:
4 Acaso é tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica desolada?
5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos.
6 Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não vos fartais; bebeis, mas não vos saciais; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para o meter num saco furado.
7 Assim diz o Senhor dos exércitos: Considerai os vossos caminhos.
8 Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me deleitarei e serei glorificado, diz o Senhor.
9 Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? Diz o Senhor dos exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada um de vós, à sua própria casa.
10 Por isso, os céus por cima de vós retêm o orvalho e a terra retém os seus frutos.
11 E mandei vir a seca sobre a terra, sobre as colinas, sobre o trigo e o mosto e o azeite, e sobre tudo o que a terra produz; como também sobre os homens e os animais, e sobre todo o seu trabalho.


O povo de Israel tinha sido levado cativo à Babilônia, sendo exilado, tirado de sua terra natal. Como é difícil ir a uma terra estranha! Ainda mais depois de uma guerra e ser escravo nesse novo lugar! Isso tinha acontecido com o povo por volta do ano 587 a.C.. Por volta de 536 a.C. o povo volta desse cativeiro, com a intervenção do rei Ciro, da Pérsia. Mas quando o povo foi levado, a cidade de Jerusalém foi destruída e, consequentemente, o Templo, uma vez que a religião e a política andavam de mãos dadas naquele tempo. Destruindo o Templo, destruía-se a política e povo se tornava escravo.

Na volta, que podemos ver nos livros de Esdras e de Neemias, o povo se preocupa com a reconstrução do Muros e da Cidade de Jerusalém. Mas o Templo permaneceu, por muitos anos (aproximadamente 18) em ruínas. É aqui que aparece Ageu e incentiva essa reconstrução. A Terra natal já estava em ordem, as casas, refeitas, mas o Templo permanecia em ruínas. O povo, independente disso, permanecia adorando no local do Templo, mesmo sem reconstruí-lo. Era necessário dinheiro para essa reconstrução e o povo devia sonhar em fazer algo tão grandioso ou até mais que o Templo de Salomão.

Mas no texto de nossa meditação de hoje vemos o Profeta alertando que o Senhor já tinha chamado o povo para a reconstrução. E se o Senhor tinha chamado, quer dizer que Ele mesmo iria providenciar quem e como fazer. Bastava que as pessoas estivessem dispostas e disponíveis para esse chamado.

No entanto, o povo achava que ainda não era hora de tal reconstrução. E mais: o povo ainda achava que o Senhor não tinha chamado para tal, dizendo que ainda não era hora. Tentavam fundamentar o "atraso" na obra com o fato de que Deus teria dito que ainda não era tempo.

Em nossos dias vemos muito disso: gente que diz que Deus falou e Ele não falou nada, ou gente que fica esperando, quando Deus já deu a direção. Mas, porque é diferente do que se quer, pensa que não teve resposta. Muitas vezes as pessoas dizem o que pensam ou querem e fundamentam isso como vontade de Deus, quer para fazer ou para deixar de fazer. Outros, ainda dizem coisas como se estivesse escrito na Bíblia, quando não está, interpretam o que querem de textos específicos e tentam fazer parecer que é Deus quem fala assim.

Precisamos ouvir o que o Senhor tem a dizer. Precisamos falar o que o Senhor realmente nos chama a falar. Não podemos mais dizer o que queremos como se fosse a vontade de Deus. Muitas pessoas se afastam do Evangelho ou nem se aproximam porque acham que Deus é como alguns falam e mostram. Mas muitas vezes, como o povo na época de Ageu, alguns falam como se fosse Deus dizendo, mas Deus está dizendo algo diferente. Precisamos testemunhar a verdade. Não o que queremos, mas o que é realmente. E agir na mesma direção. Assim, fazendo realmente a vontade de Deus, anunciando o que realmente é o querer de Deus, podemos viver a experiência que o povo viveu, expressa no seguinte texto:

A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos exércitos - Ageu 2.9


Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 12/05/10 por e-mail.