Não se compra o dom...

06/04/2010


Atos dos Apóstolos 8.14-25

14 Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, tendo ouvido que os da Samaria haviam recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João;
15 os quais, tendo descido, oraram por eles, para que recebessem o Espírito Santo.
16 Porque sobre nenhum deles havia ele descido ainda; mas somente tinham sido batizados em nome do Senhor Jesus.
17 Então, lhes impuseram as mãos e eles receberam o Espírito Santo.
18 Quando Simão viu que pela imposição das mãos dos apóstolos se dava o Espírito Santo, ofereceu-lhes dinheiro,
19 dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos, receba o Espírito Santo.
20 Mas disse-lhe Pedro: Vá tua prata contigo à perdição, pois cuidaste adquirir com dinheiro o dom de Deus.
21 Tu não tens parte nem sorte neste ministério, porque o teu coração não é reto diante de Deus.
22 Arrepende-te, pois, dessa tua maldade, e roga ao Senhor para que porventura te seja perdoado o pensamento do teu coração;
23 pois vejo que estás em fel de amargura, e em laços de iniquidade.
24 Respondendo, porém, Simão, disse: Rogai vós por mim ao Senhor, para que nada do que haveis dito venha sobre mim.
25 Eles, pois, havendo testificado e falado a palavra do Senhor, voltando para Jerusalém, evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.


Muitos aceitavam a palavra. Havia conversões e batismos. Havia um mover de Deus em Samaria e a notícia se espalhou. Como acontece em nossos dias, quando alguém está pregando e algo está acontecendo, a notícia da mesma forma se espalhou entre todos naqueles dias. Mas ainda sentiam falta do mover do Espírito Santo sobre a vida daqueles que aceitavam a Palavra e eram batizados.

Com isso, Pedro e João vão para Samaria. Eles impõem as mãos naqueles que aceitaram a Palavra e foram batizados, o que permitia assim que o Espírito Santo fosse derramado sobre aquelas pessoas. O personagem da mensagem anterior, Simão, aparece novamente ao ver esse evento. Notou que algo era diferente quando da oração de Pedro e João. Ele havia aceitado a Palavra fazia pouco tempo, mas vinha de uma vida errada, pois atuava como mágico, fazendo parecer que tinha poder diferenciado para agir. As pessoas até achavam que ele tinha algo especial, mas ele não tinha.

Quando Simão vê a cena, acha que, como antes em sua vida, aquilo poderia ser algo a ser comprado. Ele trouxe do seu conhecimento anterior a experiência para pedir que fosse ele também alguém que pudesse realizar tal proeza! Mas é repreendido por Pedro. E neste momento, pelo menos, parece que algo aconteceu na vida dele. Tanto que o texto termina dizendo da continuação do trabalho, sem citar nada diferente sobre Simão.

Muitos, convertidos ou não, pensam hoje em dia como Simão: acham que podem comprar o dom. Outros, até cobram, como se pudessem vender! E os que de fato pedem para o desenvolvimento do trabalho (pois para a realização de um trabalho há custos e quanto maior o trabalho, mais custos, mais dinheiro é necessário mesmo) acabam sendo qualificados entre os que vendem também. Há diferença! Não devemos achar que podemos comprar ou vender o dom de Deus, qualquer que seja. Não compramos com dízimos ou ofertas grandes, apoios e ajudas, nada! O que devemos fazer é contribuir, claro, mas não esperando que vamos receber algo. O Senhor cuidará de nossas necessidades e verá o que deve nos dar para que, com os dons, possamos dar testemunho da Sua manifestação. Não há como comprar ou vender o dom de Deus! Não está atrelado ao dinheiro, mas ao arrependimento e disposição em conhecer e fazer a vontade do Senhor. Que seja assim, para cada um de nós!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 06/04/10 por e-mail.