Ser diferente

23/02/2010


Atos dos Apóstolos 6.8-15

8 Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo.
9 Levantaram-se, porém, alguns que eram da sinagoga chamada dos libertos, dos cireneus, dos alexandrinos, dos da Cilícia e da Ásia, e disputavam com Estêvão;
10 e não podiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.
11 Então, subornaram uns homens para que dissessem: Temo-lo ouvido proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.
12 Assim, excitaram o povo, os anciãos e os escribas; e investindo contra ele, o arrebataram e o levaram ao sinédrio;
13 e apresentaram falsas testemunhas que diziam: Este homem não cessa de proferir palavras contra este santo lugar e contra a lei;
14 porque nós o temos ouvido dizer que esse Jesus, o nazareno, há de destruir este lugar e mudar os costumes que Moisés nos transmitiu.
15 Então, todos os que estavam assentados no sinédrio, fitando os olhos nele, viram o seu rosto como de um anjo.

Estevão não passava desapercebido. Chamava a atenção, pois diz o texto que ele era "cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo". Além de suas realizações, notavam que ele era cheio de graça. Não era apenas o poder que chamava a atenção em Estevão, sua pregação e as maravilhas que ele fazia. Havia algo diferente em sua vida que chamava a atenção das pessoas e aqui é apresentado como "graça". Muitas vezes esperamos a realização de prodígios ou ter uma oratória impecável, com bons argumentos, vindos do céu, e deixamos de lado a parte do ser "cheio de graça". Esperamos o poder, mas poucos notam graciosidade, algum encanto em nós. Normalmente as pessoas confundem isso com ser "manso" do ponto de vista da observação social, quando "ser manso" é ser capaz até mesmo de ser duro e firme, mas sem perder a doçura.

Mas Estevão não chamava a atenção apenas por ser cheio de graça e ter poder. Ele também chamava a atenção por conta dessa realidade, mas não de pessoas que queriam ouvir ou viver algo que Estevão teria para dizer ou fazer. Havia os que não gostavam muito de sua atuação. E até mesmo o absurdo de procurar quem pudesse distorcer suas palavras, ou ao menos a interpretação de suas palavras, foi arquitetado contra Estevão. Como é triste quando pessoas não gostam da forma de agir de alguém, por preconceito ou qualquer posição pessoal, e tentam distorcer o que realmente acontece. Mudam em mentira ou ao menos alteram a interpretação, para ter algo em que se fundamentar, ainda que interpretando de forma errada. E acusam uma pessoa de forma injusta.

Isso não aconteceu apenas com Estevão. Acontece em nossos dias, com muitas pessoas ao nosso redor. Pode estar acontecendo nesse momento com alguém! É triste, mas acontece muito dentro de comunidades de fé, onde as pessoas pensam estar agindo de forma correta, na tentativa de melhorar o trabalho, mas acabam agindo com injustiça com alguém.

Ainda assim, quem olhou para Estevão viu algo diferente nele. Seu rosto era como o rosto de um anjo! Era diferente. Mesmo quem estava indo contra ele, tinha que admitir que Estevão era diferente. Não importa se as pessoas vão admitir ou não que há algo diferente nesses que são perseguidos injustamente em nossos dias. O que importa é buscar no Senhor ser diferente. Não ter palavras que venham da própria interpretação ou da própria vontade. Mas o que venha do Senhor. Ter essa graça, capaz de fazer diferença. Poder realizar prodígios ou pregações fantásticas, mas sempre debaixo da vontade do Senhor. No final do texto, Estevão não teve que pregar seu melhor sermão ou realizar prodígios para notarem que ele era diferente! Que possamos, claro, pregar e realizar a obra do Senhor, mas que mesmo quietos possamos mostrar que pertencemos ao Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 23/02/10 por e-mail.