Somos chamados para Proclamar

13/01/2010

 

Isaías 6.1-13

1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo.
2 Ao seu redor havia serafins; cada um tinha seis asas; com duas cobria o rosto, com duas cobria os pés e com duas voava.
3 E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória.
4 E as bases dos limiares moveram-se à voz do que clamava, e a casa se enchia de fumaça.
5 Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou homem de lábios impuros, e habito no meio dum povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos exércitos!
6 Então, voou para mim um dos serafins, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz;
7 e com a brasa tocou-me a boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada e perdoado o teu pecado.
8 Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então, disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim.
9 Disse, pois, ele: Vai e dize a este povo: Ouvis, de fato, e não entendeis, e vedes, em verdade, mas não percebeis.
10 Engorda o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos, fecha-lhe os olhos; para que ele não veja com os olhos, ouça com os ouvidos, entenda com o coração, se converta e seja sarado.
11 Então, disse eu: Até quando, Senhor? E respondeu: Até que sejam assoladas as cidades, fiquem sem habitantes, as casas sem moradores e a terra seja de todo assolada,
12 o Senhor tenha removido para longe dela os homens e sejam muitos os lugares abandonados no meio da terra.
13 Mas se ainda ficar nela a décima parte, tornará a ser consumida, como o terebinto, e como o carvalho, dos quais, depois de derrubados, ainda fica o toco. A santa semente é o seu toco.


Há alguns textos na Palavra do Senhor que tenho a impressão que parecem terminar em alguns pontos específicos e nós não observamos o texto todo. Parece que ele acaba em um ponto diferente do que realmente acaba. No texto do capítulo 6 de Isaías, eu tenho essa impressão: parece que esse texto acaba no versículo 8, depois de Isaías dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim". Muitas pessoas se sentiram chamadas para um trabalho ministerial (pastoral, missionário ou outro) depois de um sermão ou estudo com esse texto. E entendo que devemos mesmo ter a mesma disposição de Isaías: o Senhor procura a quem enviar para o trabalho. O Senhor entregou a missão a nós e devemos mesmo nos apresentar para a realização da obra!

No entanto, a vitória daquele que anuncia a Palavra do Senhor não consiste apenas em ter resultados em sua pregação evangelística, com novos convertidos. Claro que devemos trabalhar para anunciar e salvar almas! Mas a vitória daquele que se apresenta para o trabalho do Senhor é uma vida de obediência, realizando a obra, independente do que encontre.

Vejo isso no chamado de Isaías, do versículo 9 em diante. Ele iria pregar, mas já sabia antecipadamente que não haveria conversão! Ele anunciaria e o povo não iria entender! O próprio profeta pergunta "até quando" seria isso. O chamado era para anunciar. A vitória, era obedecer ao chamado. Muitas vezes podemos nos deparar com esse chamado: as pessoas podem não aceitar o que pregamos ou anunciamos. Mas se o Senhor nos chamou a falar, não devemos deixar de falar por conta de incredulidade! A incredulidade de alguns não anula a verdade da Palavra de Deus, como diria um grande pregador!

É claro que nem sempre será dessa forma. Haverá momentos que a pregação será aceita e as vidas serão transformadas. O que digo com esta meditação é que somos chamados para proclamar, mesmo que aconteça de as pessoas não aceitarem a mensagem. Não devemos parar de proclamar porque elas não aceitam. Devemos manter nossa posição de obediência ao Senhor, fazendo Sua obra. É claro que queremos ver pessoas mudadas, mas quem vai operar isso é o Senhor. Nossa posição deve ser de obedecermos e proclamarmos A Verdade. Não esperando resultados, mas trabalhando sempre, mesmo que eles não pareçam agradáveis. O testemunho que devemos dar é de obediência, independente das circunstâncias. Depois, o Senhor fará o que deve ser feito. Obedeça e proclame, sempre!


Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 13/01/10 por e-mail.