Somos chamados para aguardar e agir

30/12/2009

 

Eclesiastes 3.1-8

1 Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
5 tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de abster-se de abraçar;
6 tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.


Confesso que este livro de Eclesiastes, se lido apenas como uma leitura comum ou como qualquer livro, se parece mais com lamentos do que o livro de Lamentações de Jeremias. Mas, na verdade, Eclesiastes vai além de lamentos. Ele chega ao ponto de parecer um livro sem esperança, se o lermos sem a orientação do Espírito Santo. Pois parece que tudo é fatalidade, tudo já aconteceu e continua acontecendo, nada muda e "tem que ser assim mesmo".

Acredito que o livro não tenha essa intenção. Fico mais com a impressão, orientado pelo Espírito Santo, que o Pregador tenta nos mostrar que, mesmo que seja difícil, complicado, duro enfrentar algumas coisas, elas já aconteceram no passado, talvez exatamente como estão acontecendo hoje, com outras pessoas. Ou, ao menos, alguém viveu algo próximo, mostrando que não "há nada de novo debaixo do céu". Podemos nos chatear com dificuldades ou até mesmo sentirmos alguma forma de espanto diante de alguma situação, mas ela não é nova. Já houve outro momento que algo, no mínimo parecido, já aconteceu, por mais que para nós pareça algo novo. Claro que isso não deve nos levar ao conformismo de que "é assim mesmo". Devemos lutar para fazer diferença, mesmo no meio de coisas que já ocorreram e que continuam ocorrendo. A diferença é Jesus, a mensagem da Cruz, que parece derrota, mas é a chave para a vida, pois o derramamento do sangue nos deu o perdão e a ressurreição nos atesta a certeza da vida! Ainda que tudo seja igual, lutamos por algo diferente: o Reino de Deus!

Especificamente no texto acima, notamos claramente que há momento para todas as coisas. Mesmo para os momentos que não queremos fazer algo, que queremos "ficar sós" ou que estamos tristes, chateados. Não há tempo apenas para a alegria! Há tempo para chorar também. Da mesma forma, as situações que vivenciamos, muitas vezes emoções, podem ser novas para nós, mas elas são uma realidade "debaixo do sol" há muito tempo. Não negue essas emoções! Se está triste, é tempo de chorar! Mas não se deixe dominar por isso. Não permita que "o tempo de algo" prevaleça indefinidamente. Há tempo para todas as coisas, inclusive para dar uma guinada e mudar a história, principalmente se for para buscar realizar a vontade de Deus, deixando de lado o erro ou até o que parece certo, mas que não é a perfeita vontade de Deus para você. Há tempo para todas as coisas e devemos aguardar a superação disso. Mas muitas vezes a superação já chegou, já passou e nós insistimos no mesmo ponto, porque fugimos da perfeita vontade de Deus para nós, mantendo aparências de santidade e vivendo no erro ou o vivendo o que parece certo, mas que está longe da vontade de Deus para nós. Assim, aguarde, mas esteja pronto para viver o melhor de Deus e para tomar a decisão certa, na direção da vontade do Senhor!


Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 30/12/09 por e-mail.