Tempo de revelação e entendimento

13/10/2009


Atos dos Apóstolos 2.5-13

5 Habitavam, então, em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu.
6 Ouvindo-se, pois, aquele ruído, ajuntou-se a multidão; e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.
7 E todos pasmavam e se admiravam, dizendo uns aos outros: Vede! Não são galileus todos esses que estão falando?
8 Como é, pois, que os ouvimos falar cada um na própria língua em que nascemos?
9 Nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia,
10 a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos,
11 cretenses e árabes, ouvimo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus.
12 E todos pasmavam e estavam perplexos, dizendo uns aos outros: Que quer dizer isto?
13 E outros, zombando, diziam: Estão embriagados.

Havia, em Jerusalém, naqueles dias, por conta da festa, muitas pessoas simpatizantes do judaísmo, talvez por conta de herança familiar, mesmo que não fossem totalmente ligados mais ao judaísmo. Por isso, o texto fala de homens piedosos, possivelmente pessoas que tinham simpatia e até tinham um certo grau de busca, mas talvez não fossem totalmente ligados a questão religiosa.

Isso porque anos antes, aconteceu a dispersão de Judeus, que foram para vários lugares. Até por conta disso acontece uma tradução do Antigo Testamento, originalmente escrito em Hebraico, para o Grego, pois os mais novos já estavam perdendo a ligação com a língua antiga e agora, falavam na nova língua. E para que conhecessem o judaísmo, suas histórias e fé, era necessária essa tradução.

Muitos desses judeus que estavam em Jerusalém nesses dias estavam nessa situação: moravam longe, mas queriam se aproximar da cultura e religiosidade de seus pais. Era um tempo de busca, de aproximação, de redescoberta. E nesse ambiente, eles se deparam com a "anti-Babel": na Torre de Babel, todos falavam a mesma língua e foram confundidos e separados. No Pentecostes, todos falam línguas diferentes, no entanto o Espírito Santo permite que todos falem e escutem em suas próprias línguas, para que possam realmente entender o que é dito.

Alguns até pensam que aqueles que falavam estavam, na verdade, embriagados. Não conseguiam entender como aquele fenômeno ocorria e tentavam achar explicações. Assim, muitas vezes, agimos nós, e definimos que o certo é o que imaginamos, quando nem mesmo conseguimos entender o que de fato está acontecendo. Quando deixamos o Espírito nos guiar e dirigir, conseguimos entender o melhor caminho, fazemos as coisas da melhor forma, deixamos o que é errado quando entramos por esse caminho, seguimos na direção do acerto, da vontade do Senhor. E Ele se revela, se mostra, de variadas formas. No momento do texto, era permitindo que todos pudessem ouvir em suas próprias línguas (e ali, havia uma grande quantidade de diferentes línguas, ainda que o Grego pudesse ser uma língua comum). Era tempo de aproximação, de redescoberta realmente. E o povo teve a chance de ouvir da melhor maneira para que entendesse. Da mesma forma, o Senhor faz conosco a cada dia, mostrando sempre da melhor forma o melhor caminho. Agora, resta a cada um de nós entender e agir da melhor forma!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 13/10/09 por e-mail.