Experiências da Comunidade

06/10/2009


Atos dos Apóstolos 2.1-4

1 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
2 De repente, veio do céu um ruído, como que de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
3 E lhes apareceram umas línguas como que de fogo, que se distribuíam e sobre cada um deles pousou uma.
4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

O Dia do Pentecostes era a Festa das Semanas ou das Primícias, que ocorria sete semanas após a Páscoa judaica. Era tempo de celebrar! E havia um grande número de judeus reunidos para essa celebração. O fato de mencionar que eles estavam "no mesmo lugar", pode ser interpretado como: 1) os 120 reunidos continuavam no cenáculo (1.13) ou 2) que eles estavam reunidos todos em um mesmo lugar. O fato é que eles continuavam obedientes a ordem de Jesus para que permanecessem em Jerusalém até que fossem revestidos de poder.

A experiência de "línguas, como de fogo" mostra fisicamente um milagre que, sabemos, ocorreu no coração, no íntimo de cada um. Essa foi uma forma externa de mostrar que algo estava ocorrendo entre eles. Sabemos que há uma relação entre o Espírito Santo e o fogo por conta de outros textos, como, por exemplo, Mateus 3.11.

Nesse momento todos ficaram cheios do Espírito. Não foi um ou outro, uma experiência isolada, mas coletiva. Era o nascimento da Igreja, o início de uma comunidade, que já estava reunida, mas que agora está selada com o Espírito Santo.

É uma experiência espiritual coletiva, onde todos podem sentir essa diferença. O momento era fundante e agora iniciava uma nova comunidade. Em nossos dias, muitas vezes vemos alguns vivenciando experiências espirituais, mas toda a comunidade precisa ser ao menos edificada ou exortada diante de tal situação. A experiência espiritual no cristianismo não é para ser simplesmente individual. É claro que nos aproximamos com nossas crises e nossos anseios. Isso é pessoal! Mas a partir do início de nossa caminhada, ainda que algo aconteça individualmente, é para a edificação, cuidado e/ou exortação do corpo todo! Assim, tal qual no dia de Pentecostes, as nossas experiências comunitárias devem ser experiências do corpo, de todos. Ainda que apenas alguns sintam algo diferente diretamente (diferente do que houve no Pentecostes citado no texto, pois todos sentiram mesmo), a experiência é para edificar a comunidade como um todo! E assim, cada um de nós deve testemunhar para os outros aquilo que temos vivido. Não apenas pedir oração, mas compartilhar as respostas e as bênçãos. Assim, com a comunidade fortalecida, todos podem sair e anunciar ao mundo o cuidado do Senhor. Mas isso é para a próxima semana!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 06/10/09 por e-mail.