Somos chamados para louvar e ouvir

30/09/2009

 

Salmo 95

1 Vinde, cantemos ao Senhor, cantemos com júbilo à rocha da nossa salvação.
2 Apresentemo-nos diante dele com ações de graças, e celebremo-lo com salmos de louvor.
3 Porque o Senhor é Deus grande, e Rei grande acima de todos os deuses.
4 Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas.
5 Seu é o mar, pois ele o fez, e as suas mãos formaram os continentes.
6 Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor, que nos criou.
7 Porque ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas que ele conduz. Hoje, se ouvirdes a sua voz,
8 não endureçais o vosso coração como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto,
9 quando vossos pais me tentaram, me provaram e viram a minha obra.
10 Durante quarenta anos estive irritado com aquela geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não conhece os meus caminhos;
11 por isso jurei na minha ira: Eles não entrarão no meu descanso.



Este salmo é um convite ao louvor, um chamado para a adoração. Muito mais que qualquer outra atividade. Esse é o sacrifício que o Senhor espera. Sacrifício como forma de oferecer algo e não de penalização! Pensamos em sofrimento ao pensar em sacrifício, mas devemos pensar aqui em sacrifício como entrega, devoção, busca, exaltação... E ainda que alguns achem que a forma de sacrifício penoso seja uma entrega, não é o foco aqui desde salmo!

Mas o salmista não chama para louvar e adorar a qualquer dos deuses conhecidos. Chama para adorar Aquele que está acima de todos os outros criados ou reconhecidos. Claro que, de acordo com a Bíblia, o único Deus verdadeiro é o Senhor. Os outros deuses são observações, criações, invenções. Mas, respeitando a forma de crer da sociedade, o salmista chama o povo para adorar e louvar ao Deus que está acima dos outros.

Observamos no salmo a preocupação em descrever o poder de Deus. Claro que qualquer tentativa nesse sentido não irá completar uma lista assim. Descrever o poder de Deus é algo que está além da nossa capacidade de conhecimento de palavras para descrever. Vamos escrever ou falar e ainda assim, faltará palavras para terminar a descrição. Mas o salmista faz sua descrição, não preocupado em esgotar o assunto (o que não faria mesmo), mas como forma de exemplificar. Depois dessa descrição, chama novamente o povo para o louvor e para a adoração. Temos visto o que o Senhor fez e faz a cada dia. Logo, nos dediquemos a louvar e adorar!

O salmo ainda fala sobre ouvir a voz do Senhor. Muitas vezes nos dirigimos com cânticos e orações ao Senhor. Mas não paramos para ouvir o que Ele tem para nos dizer. Quer seja de forma sobrenatural, quer seja através de uma situação ou pessoa. Estamos sempre prontos a dizer nossa opinião, vontade e necessidade, mas nunca paramos para ouvir o outro. E fazemos o mesmo com Deus. O salmista se preocupa com isso e eu renovo o convite para você hoje: se você ouvir a voz do Senhor hoje, não endureça seu coração. Esteja pronto para ouvir e para atender o que o Senhor quer. Afinal, ainda que tentemos o melhor, diz Paulo, corremos sempre o risco de esbarrar no pior (Romanos 7.19). Agora, se ouvirmos o Senhor, quer seja para atender a um chamado específico de trabalho ou nas coisas do dia a dia, iremos fazer o melhor. Não endureça seu coração, ouça o que o Senhor tem para dizer e execute. Deixe Ele agir em você e através de você, abençoando outras pessoas também. E não descuide da adoração, do louvor, da busca do Senhor!

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 30/09/09 por e-mail.