Genealogias

18/11/2008

 

Esdras 8.1-14

1 Estes, pois, são os chefes de suas casas paternas, e esta é a genealogia dos que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Artaxerxes:
2 Dos filhos de Finéias, Gérson; dos filhos de Itamar, Daniel; dos filhos de Davi, Hatus;
3 dos filhos de Secanias, dos filhos de Parós, Zacarias; e com ele, segundo as genealogias dos varões, se contaram cento e cinquenta;
4 dos filhos de Paate-Moabe, Elioenai, filho de Zeraías, e com ele duzentos homens;
5 dos filhos de Zatu, Secanias, o filho de Jaaziel, e com ele trezentos homens;
6 dos filhos de Adim, Ebede, filho de Jônatas, e com ele cinquenta homens;
7 dos filhos de Elão, Jesaías, filho de Atalias, e com ele setenta homens;
8 dos filhos de Sefatias, Zebadias, filho de Micael, e com ele oitenta homens;
9 dos filhos de Joabe, Obadias, filho de Jeiel, e com ele duzentos e dezoito homens;
10 dos filhos de Bani, Selomite, o filho de Josifias, e com ele cento e sessenta homens;
11 dos filhos de Bebai, Zacarias, o filho de Bebai, e com ele vinte e oito homens;
12 dos filhos de Azgade, Joanã, o filho de Hacatã, e com ele cento e dez homens;
13 dos filhos de Adonicão, que eram os últimos, eis os seus nomes: Elifelete, Jeuel e Semaías, e com eles sessenta homens;
14 e dos filhos de Bigvai, Utai e Zabude, e com eles setenta homens.



Pode parecer uma grande chatice ler textos apenas com a apresentação de nomes. As genealogias citadas ao longo da Bíblia são textos que muitos realmente acham chatos e até pulam quando fazem uma leitura devocional!

Mas preciso aproveitar o presente texto e dizer: esses textos com a confirmação de nomes, casas paternas, genealogia, essas coisas, são muito importantes! Eles colocam a Nação de Israel no espaço e no tempo. Define quem fez parte da história.

Isso pode ajudar aos estudiosos atuais na tentativa de verificar a historicidade desses textos. Muitas vezes, a arqueologia encontra vestígios de nações e se houver qualquer outro texto, ele poderá servir de comparação. Se houver semelhança, é possível definir que os textos fazem parte do mesmo grupo, tempo, essas coisas.

A Bíblia realmente está repleta de nomes, situações e genealogias. A arqueologia pode encontrar vestígios de fatos que são narrados na Bíblia. E aí, se encontrar esses vestígios e o que for encontrado "bater" com o que a Bíblia diz, mais uma vez se verá que a Bíblia tinha (e tem) razão.

Quando os manuscritos do Mar Morto foram achados com fragmentos de textos Bíblicos (como o livro do Profeta Isaías), muitos acharam que aquela descoberta iria abalar os "alicerces" da fé. Afinal, o povo que vivia no Mar Morto era muito exclusivo (com pouco ou nenhum contato com outros povos) e os textos poderiam ter diferenças. Isso porque as cópias eram feitas de forma manual e essa descoberta poderia permitir a descoberta de visões diferentes sobre o mesmo texto. Aquele povo tão exclusivo poderia ter outras versões para os mesmos eventos, colocando em conflito um com o outro.

Mas não foi assim! Os textos se mostraram muito próximos dos textos que temos hoje em nossas Bíblias, muito parecidos com os originais mais antigos e aceitos como autênticos. Logo, a descoberta arqueológica confirmou que a Bíblia tinha (e tem) razão, em vez de negar ou criar (achar) contradições.

Assim, da próxima vez que você se deparar com textos como este de hoje, lembre-se: esse texto poderá provar algo para arqueologia. É verdade que mesmo com tantas provas, ainda há quem queira dizer que há contradições ou erros. O erro ou a contradição está na necessidade de encontrar literalmente algumas coisas e em comparações erradas. Há questões proféticas que não serão encontradas literalmente, mas com representações. Muitos pensam que eventos parecidos são o mesmo evento e porque um texto diz uma coisa e outro diz outra (como curas de leprosos no Novo Testamento, por exemplo), dizem que há contradição. Lamento, mas não necessariamente os textos que falam de eventos iguais (uma cura) se dão no mesmo evento. Podem ser eventos diferentes! Além disso, lembre-se que o fato desse registro histórico com nomes e genealogia permite a confirmação da Nação de Israel. Mostra seu estabelecimento na história. E isso é importante, pois o Senhor tem essa nação como especial. Os eventos finais que se aproximam (Apocalipse) vão movimentar essa nação no cenário mundial. Logo, ela tem uma grande importância nesse processo e seu estabelecimento histórico sempre é importante.

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 18/11/08 por e-mail.