Celebração e Obediência

04/11/2008

 

Esdras 6.19-22

19 E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.
20 Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos.
21 Assim, comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel;
22 e celebraram a festa dos pães asmos por sete dias com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.



Tempo de Celebração! A celebração da Páscoa tinha ficado de lado quando da época do Exílio. Pelo menos, não há registros que a mesma tenha sido realizada. E aí, essa celebração se torna especial: era tempo de lembrar do cuidado do Senhor na saída do Egito e agora, nova celebração pelo cuidado do Senhor, pois eles saíram do Exílio, voltaram para casa e contaram com o apoio do rei da Assíria para terminar a obra.

Tempo de Obediência! O povo foi para o Exílio por conta da falta de obediência. Não celebraram o sétimo ano ao Senhor, o "sábado dos anos" e com isso, foram para o exílio pelo número de anos necessário para que a terra tivesse o descanso referente aos anos que não foram celebrados e observados conforme mandava a lei.

Na volta, depois de toda a reconstrução, o povo se apressou em celebrar a festa da Páscoa. Era uma festa estabelecida na lei! Logo, a preocupação em observar os preparativos e a celebração era grande, pois havia a crise por conta do Exílio recente por falta de obediência em outro ponto da lei e, além disso, havia o desejo de celebrar por conta do fim do Exílio, da volta pra casa e por conta da reconstrução da cidade, templo e, claro, da Nação!

Mas, antes de terminar esta mensagem, não posso deixar de destacar algo que nos salta do texto: Sacerdotes e Levitas se preparam para a celebração da Páscoa. Eles celebraram essa festa e uniram-se a eles o restante do povo que se apartou da imundícia. O que salta aos olhos nesse texto, então, é que a liderança "puxou a corda". Não ficaram reclamando que o povo tinha que fazer ou esperaram que o povo estivesse pronto. Devem ter anunciado, mas tomaram a iniciativa. Por isso o texto destaca que os sacerdotes e levitas se prepararam para a festa e realizaram a mesma e que se uniram a eles os que deixaram as coisas erradas.

Muitas vezes a liderança reclama, chama o povo que não atende e, em vez da liderança tomar a atitude e seguir em frente, acaba desanimando e deixando a "peteca cair". O que o texto nos mostra é que a liderança deve "puxar a corda". Não deve desistir dos que não querem fazer e insistir para que realizem, mas deve também seguir em frente, realizar a tarefa e dar atenção também a quem quer fazer. Muitas vezes a liderança desanima por conta de quem não quer e deixa de lado os que querem! Reclama dos que não vieram a determinada atividade e deixa de lado a atenção para com os que vieram! Não devemos agir assim. Claro que não será animador se poucos quiserem se comprometer, mas não devemos deixar de lado algo por conta de poucos comprometidos. Devemos, claro, orar e conversar com o que não se mostraram comprometidos, mas além disso, devemos seguir em frente, dar o exemplo, e fazer com quem quer fazer. Isso nos dará a chance de ver coisas grandiosas e nos animará para novas tarefas. Sem contar que isso poderá, claro, servir de testemunho para os que não quiseram participar antes, trazendo os mesmos da próxima vez! Devemos, assim, seguir em frente, realizar a vontade do Senhor e dar o exemplo. No mais, o Senhor dará o crescimento.
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 04/11/08 por e-mail.