Somos chamados para o trabalho com os dons!

10/09/2008


Juízes 9.7-15

7 E, dizendo-o a Jotão, foi e pôs-se no cume do monte de Gerizim, e levantou a sua voz, e clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, e Deus vos ouvirá a vós;
8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei, e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.
9 Porém a oliveira lhes disse: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?
10 Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós.
11 Porém a figueira lhes disse: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, e iria pairar sobre as árvores?
12 Então disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós.
13 Porém a videira lhes disse: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, e iria pairar sobre as árvores?
14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós.
15 E disse o espinheiro às árvores: Se, na verdade, me ungis por rei sobre vós, vinde, e confiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro que consuma os cedros do Líbano.


Cada pessoa é capacitada por Deus para, no mínimo, uma obra, para um afazer específico. Tenho certeza que você, que neste momento está lendo esta meditação, está se lembrando de alguma coisa que o Senhor já incomodou no seu coração para que esteja realizando.

Você tem buscado aprimorar esse dom? Você tem buscado realizar a obra para a qual foi chamado/a? Não se esqueça da Parábola dos Talentos (Mateus 25.14-30): o dom, o talento precisa ser desenvolvido (aprimoramento) e dar fruto (conversão e mostras de trabalho), aumentar, edificar para o louvor da glória do Senhor.

No apólogo de Jotão podemos identificar árvores sendo questionadas a respeito de mudar de atitude e uma passar a ser “o rei das árvores”. Tudo bem que esse é um texto que demonstra que havia pessoas contrárias a se ter um rei em Israel. Mas eu quero chamar a sua atenção para a atitude das árvores que não aceitaram ser rei:

- A primeira árvore foi a oliveira. Ela responde: deixaria eu o meu óleo, que Deus e os homens em mim prezam, e iria pairar sobre as árvores?

- A segunda foi a figueira que, semelhantemente à oliveira, não quis deixar o seu dom maior, que é produzir frutos doces;

- A terceira foi a videira. Você lendo o texto verá que ela também não aceitou.

Cada uma dessas árvores sabia bem qual era o seu papel, o seu "dom", e queria continuar desempenhando o mesmo, ainda que diante da necessidade específica de outro trabalho (no caso, o ser rei).

Foi o espinheiro que, aparentemente não tinha “dom”, aceitou ser rei.

E na sua vida? Você tem deixado de agir conforme o Senhor tem lhe dado para agir ou tem sido fiel a esse chamado? E mais: tem tido prazer, amor em realizar isso?

Muitos se preocupam com algumas tarefas, que parecem mais importantes ou que parecem mais necessárias. Mas quero alertar: você não deve fazer o que precisa ser feito ou o que você quer fazer, mas sim o que o Senhor quer que você faça. Não se esconda atrás de desculpas para desempenhar o seu chamado, mas também não ache que você pode fazer o que quiser. O Senhor tem um trabalho específico para fazer através de sua vida! Não é para fazer qualquer coisa ou o que precisa ser feito, aos olhos dos homens, mas aquilo que o Senhor quer que você faça.

Se você resolver fazer o que precisa ou o que os outros querem, pode fazer a mesma coisa que fez o espinheiro: algo para o qual não foi chamado e não tem o dom. Aí, pior do que ninguém fazer, será feito de forma errada e os frutos serão negativos, tirando chances de realização da forma correta. Pois um testemunho negativo pode atrapalhar muito a realização de um trabalho.

Precisamos nos preocupar com o trabalho no Corpo de Cristo, tanto nas reuniões na Igreja como no nosso viver diário nos mais variados lugares. Trabalhar com afinco não porque alguém na igreja vai nos cobrar, mas porque o próprio Senhor está atento, observando nossa atitude e espera ser louvado por cada uma delas! Estejamos prontos/as a discernir no Senhor qual(quais) o(s) nosso(s) lugar(res) de atuação para a Sua exaltação.


Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 10/09/08 por e-mail.