Somos chamados para evitar o mal

27/08/2008

 

Vemos no Apóstolo Paulo um desejo forte de deixar o passado para trás, indo em frente, ao futuro, fazendo desse futuro o presente, e continuando a projetá-lo para o futuro. No passado, a velha natureza humana: o ser pecador. No futuro, a implantação definitiva do Reino de Deus, a transformação dos nossos corpos de corruptíveis em incorruptíveis. O Apóstolo busca esse futuro corpo, trazendo-o para os tempos em que ele estava vivendo, deixando o mal para trás e buscando o que era próprio do Senhor: a pureza.

Isso mostra a necessidade de limpeza de nossa vida diante do Senhor. A confissão de pecados é algo necessário para essa pureza, mas, mais necessário ainda, é deixar a prática do pecado. Isso não quer dizer que deixaremos de ser pecadores, mas devemos buscar não praticar o pecado. No livro "Explicação clara da Perfeição Cristã", de John Wesley (1703 - 1791), vemos relatos de pessoas que tinham deixado a prática do pecado, o que não implicava que, a qualquer momento, elas não viessem a pecar novamente. Devemos, sim, fugir de tal prática.

Como manter essa pureza pessoal?

Provérbios 4.14-15

14 Não entres na vereda dos ímpios, nem andes pelo caminho dos maus.
15 Evita-o, não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo.

Provérbios 4.23-27

23 Guarda com toda a diligência o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.
24 Desvia de ti a malignidade da boca e alonga de ti a perversidade dos lábios.
25 Dirijam-se os teus olhos para a frente, e olhem as tuas pálpebras diretamente diante de ti.
26 Pondera a vereda de teus pés, e serão seguros todos os teus caminhos.
27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.

Evitando o mal e toda a sua prática!

Uma pergunta clássica para saber se algo é mal: "Jesus faria isso?". Essa pergunta é ideia do livro "Em seus passos, o que faria Jesus?", de Charles Sheldon (1857 - 1946). Ele só faria se fosse algo bom. Só saberemos a resposta se nos preocuparmos em buscar conhecer Sua palavra e testemunho. Isso só é possível com um relacionamento sério com Deus.

O que é mal?

Gálatas 5.19-21

19 Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a lascívia,
20 a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos,
21 as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.

Agora, e mesmo conhecendo todas essas coisas, se nós viermos a pecar?

Salmo 19.12 - Quem pode discernir os próprios erros? Purifica-me tu dos que me são ocultos.

Salmo 139.23-24

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos;

24 vê se há em mim algum caminho perverso, e guia-me pelo caminho eterno.

1 João 2.1 - Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.

A confissão deve ser algo com que nos preocupemos. Não porque vamos pecar muito, afinal vamos fugir dessa prática. Mas porque corremos o risco de errar e até mesmo em coisas que nem tomamos conhecimento (Salmo 19.12 e Salmo 139.24). Claro que só confessar pecado não resolve. É necessário vivenciar a realidade do arrependimento e o consequente abandono do pecado. E no caso dos pecados que nos são ocultos, precisamos buscar no Senhor o entendimento de tal prática e se ela ocorrer, precisamos buscar Nele a revelação de qual é esse erro para abandonarmos também.

Nossa vida pode ser comparada a um cano. Se dentro dele há sujeira, a água passa com dificuldade e pode até parar de passar! A sujeira, seria o pecado. A água, o fluir de Deus. Quando há pecado, esse fluir pode parar em nossa vida! Depois de confessado e abandonado, o "cano" (nossa vida) fica limpo de novo, e podemos fluir da água viva de Deus tanto para nós como para os outros.

Busquemos a vida limpa diante do Senhor. E que Ele mesmo nos abençoe para tal prática.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 27/08/08 por e-mail.