Salmo 71

06/03/2008

 

Súplicas de um ancião

1 Em ti, Senhor, me refugio; nunca seja eu confundido.
2 Na tua justiça, socorre-me e livra-me; inclina os teus ouvidos para mim e salva-me.
3 Sê tu para mim uma rocha de refúgio que sempre me acolha; deste ordem para que eu seja salvo, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
4 Livra-me, Deus meu, da mão do ímpio, do poder do homem injusto e cruel.
5 Pois tu és a minha esperança, Senhor Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
6 Em ti me tenho apoiado desde que nasci; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe. O meu louvor será teu constantemente.
7 Sou para muitos um assombro, mas tu és o meu refúgio forte.
8 Na minha boca se enche o teu louvor e a tua glória continuamente.
9 Não me enjeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se forem acabando as minhas forças.
10 Porque os meus inimigos falam de mim, e os que espreitam a minha vida consultam juntos,
11 dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
12 Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em socorrer-me.
13 Sejam envergonhados e consumidos os meus adversários; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.
14 Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
15 A minha boca falará da tua justiça e da tua salvação todo o dia, ainda que não conheça a sua grandeza.
16 Virei na força do Senhor Deus; farei menção da tua justiça, da tua tão somente.
17 Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
18 Agora, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração e o teu poder a todos os vindouros.
19 A tua justiça, ó Deus, atinge os altos céus; tu tens feito grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?
20 Tu, que me fizeste ver muitas e penosas tribulações, de novo me restituirás a vida, e de novo me tirarás dos abismos da terra.
21 Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.
22 Também eu te louvarei ao som do saltério, pela tua fidelidade, ó meu Deus; cantar-te-ei ao som da harpa, ó Santo de Israel.
23 Os meus lábios exultarão quando eu cantar os teus louvores, assim como a minha alma, que tu remiste.
24 Também a minha língua falará da tua justiça o dia todo; pois estão envergonhados e confundidos aqueles que procuram o meu mal.


Este salmo não revela diretamente seu autor no comentário da Bíblia Hebraica. Mas pode ser mais um salmo de Davi.

Vemos um ancião, pela descrição no início, apresentando sua confiança no Senhor. No decorrer do salmo, vemos o seu lamento diante de algumas situações ruins. Mas isso não faz com que ele tenha sua fé abalada! O salmista declara que espera mais uma vez pelo auxílio divino!

Isso mostra que o momento é de crise. Mas essa crise, que não abala a fé, serve para declarar a certeza de que o Senhor agiu e que o salmista espera por isso novamente. Ele não nega seus problemas! Ele revela a confiança no Senhor para a solução!

Isso leva, claro, ao louvor. Leva a anunciar os feitos do Senhor, sempre naturalmente. Quando somos alcançados pelo Senhor, não conseguimos ficar presos em nós mesmos! Naturalmente anunciamos aos outros aquilo que o Senhor fez por nós.

Que sejamos assim! Confiantes, crendo na ação do Senhor. Reconhecendo quando Ele age e declarando louvores por isso. Anunciemos os feitos do Senhor. No meio das crises, que possamos como o salmista declarar as crises que temos diante do Senhor, e como ele, também declararmos nossa confiança, observando os feitos anteriores e confiando que veremos mais uma vez o agir do Senhor. Por fé, por acreditar que mesmo aquilo que nem parece possível pode realmente acontecer, se essa for a vontade do Senhor. Confiando no Senhor sempre teremos o melhor. Quer seja a solução da forma como achamos certo, quer seja a solução que venha do Senhor. Sempre será o melhor, pode ter certeza. Logo, vale a pena confiar!

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 06/03/08 por e-mail.