Obediência

26/02/2008

 

Esdras 6.16-22

16 E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria.
17 Ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e como oferta pelo pecado por todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel.
18 E puseram os sacerdotes nas suas divisões e os levitas nas suas turmas, para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme o que está escrito no livro de Moisés.
19 E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.
20 Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos.
21 Assim, comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel;
22 e celebraram a festa dos pães asmos por sete dias com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.


Hoje, damos ênfase no versículo 21: Assim, comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel.

Na semana passada, escrevendo sobre o versículo 20, falamos que o texto nos mostrava que o povo buscou santidade diante do Senhor, a purificação dos pecados. Não resolveram fazer qualquer coisa diante de Deus. Queriam fazer de acordo com a vontade do Senhor. A preocupação não era em o que ganhariam em fazer aquilo, mas em obedecer ao Senhor. Claro que bênçãos estavam prometidas para tal comportamento, mas a preocupação maior não pode ser esperar a bênção, mas realizar a vontade do Senhor.

No versículo de hoje, o povo que estava santo, purificado, comeu a páscoa. Quer dizer: obedeceu ao mandamento de celebração da páscoa, como memorial, como testemunho do que o Senhor realizou no Egito para a libertação do povo. Além disso, diz que o povo se afastou das imundices de nações da terra que eles estavam habitando.

Isso vai além de buscar a purificação e a santidade: é querer se manter nessa posição! Muitas vezes nos aproximamos do Senhor, confessamos pecado, sentimos claramente o perdão, passamos a desfrutar de intimidade com o Senhor (no texto, o povo comeu a páscoa!). Mas algo acontece no dia-a-dia que nos faz deixar isso. Acabamos nos afastando do Senhor por conta de algumas situações que acontecem, muitas vezes pequenas bobagens, mas que devemos tomar cuidado e fugir de tal prática.

Cito "pequenas bobagens" pois as "grandes bobagens" são notadas mais facilmente e com tranqulilidade fugimos delas! Mas essas "pequenas bobagens" muitas vezes acabam passando e diante do Senhor não há diferença entre pequenas ou grandes bobagens. Pecado é pecado e ponto! Diante da lei humana existem classificações que determinam a gravidade de algum ato. Diante de Deus, isso não existe!

O povo começou a tomar cuidado com as coisas que poderiam acontecer no dia-a-dia e que poderiam atrapalhar esse relacionamento com o Senhor. Devemos fazer a mesma coisa! Nós devemos nos aproximar do Senhor, deixar o caminho errado, confessar pecado e fugir dessa prática! Isso porque ele estará facilmente diante de nós. Se não tomarmos cuidado, corremos o sério risco de cair em pecado novamente. Devemos buscar o acerto diante do Senhor, mas precisamos nos esforçar para permanecer nisso, fugindo do pecado e se o mesmo acontecer, já buscar o ajuste, não ficar tentando explicar...

Viver como perdoado! Assumir nosso erro diante de Deus, buscar o acerto, buscar intimidade com o Senhor e fugir do erro. Vivendo assim podemos esperar cada vez mais intimidade com o Senhor e essa é uma grande bênção. Muitas vezes buscamos soluções, respostas, bênçãos materiais. E receberemos do Senhor! Mas será muito melhor se antes de buscarmos bênçãos de Deus, nós buscarmos intimidade com esse Deus que dá as bênçãos. Experimentaremos sempre mais do Senhor e as coisas acontecerão naturalmente em nossa vida!

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 26/02/08 por e-mail.