Dedicação

22/01/2008

 

Esdras 6.16-22

16 E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria.
17 Ofereceram para a dedicação desta casa de Deus cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e como oferta pelo pecado por todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel.
18 E puseram os sacerdotes nas suas divisões e os levitas nas suas turmas, para o serviço de Deus em Jerusalém, conforme o que está escrito no livro de Moisés.
19 E os que vieram do cativeiro celebraram a páscoa no dia catorze do primeiro mês.
20 Pois os sacerdotes e levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos estavam limpos. E imolaram o cordeiro da páscoa para todos os filhos do cativeiro, e para seus irmãos, os sacerdotes, e para si mesmos.
21 Assim, comeram a páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro, com todos os que, unindo-se a eles, se apartaram da imundícia das nações da terra para buscarem o Senhor, Deus de Israel;
22 e celebraram a festa dos pães asmos por sete dias com alegria; porque o Senhor os tinha alegrado, tendo mudado o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes fortalecer as mãos na obra da casa de Deus, o Deus de Israel.


Nas próximas semanas, nas terças-feiras, vamos meditar sobre alguns aspectos desse texto acima apresentado. Há muitas coisas que podem nos ajudar em nossa caminhada de fé e na forma como enfrentamos as coisas da vida, sem deixar de fazer a vontade do Senhor, claro.

Vemos no texto a dedicação do Templo depois da volta do exílio babilônico. Esse templo demora a ser reconstruído depois que os muros da cidade já estavam em ordem, e os profetas Ageu e Zacarias são levantados pelo Senhor para chamar o povo para a reconstrução do Templo.

Não podemos nos esquecer de uma coisa, ao meditar nesse texto: Nós somos o Templo do Espírito Santo, quando buscamos a vontade do Senhor (1 Coríntios 6.19). Assim, ao lermos nesse texto de Esdras sobre o Templo físico, podemos fazer a meditação pensando também na forma como devemos proceder no cuidado do Templo do Espírito, que é o nosso corpo. Podemos verificar o que o povo fez e o que recebeu ao dedicar o Templo, fazendo a vontade do Senhor, e o que devemos fazer com nossa vida, com nosso corpo, dedicando esse Templo que somos. E aí, esperar no Senhor.

A primeira coisa que destacamos: E os filhos de Israel, os sacerdotes e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria. - v. 16.

O Templo que fora construído por Salomão, havia sido dedicado ao Senhor. A reconstrução do Templo foi feita no mesmo lugar. Mas ainda assim, vemos no texto que houve a preocupação de uma nova dedicação. Era o momento de selar fisicamente um compromisso. O povo, ao iniciar a reconstrução do Templo, já tinha entendido que era necessário um novo acerto com o Senhor. Desde o tempo que estava no exílio, o povo já tinha entendido que havia falhado e precisava de um acerto com o Senhor. A volta para casa era a chance desse novo acordo, desse acerto diante da Lei e das promessas do Senhor para quem cumprisse a Sua vontade.

Acredito que já havia uma disposição interna, de coração, na direção de buscar a vontade do Senhor. Mas essa disposição interna se manifestou em atitudes: o trabalho de reconstrução, a nova dedicação.

Podemos comparar isso com o testemunho que damos que o Senhor mudou algo em nossa vida: nosso coração foi impactado por Sua palavra e Sua vontade e sentimos claramente que temos que mudar de atitude diante de alguma situação específica. Nosso coração já assumiu essa vontade, mas ainda falta partir para a ação, para o testemunho. Muitos confundem testemunho como apenas falar sobre algo que o Senhor fez, mas testemunho vai além: passa pela forma como vivemos, como reagimos diante de determinadas situações.

Quando somos tocados pelo Senhor, partimos para a prática. Agimos de acordo com esse toque e isso se torna o testemunho. O povo havia sentido claramente que era hora de um acerto com o Senhor. E revelou essa disposição fisicamente numa nova dedicação do Templo. Era hora de deixar claro, em atitudes, que as coisas deveriam ser diferentes.

Quantas vezes sentimos o toque do Senhor, somos impactados por uma mensagem, sentimos claramente a necessidade de mudar, mas não partimos para a prática. Só sentir que precisa mudar e até reconhecer isso, mas sem mudar de fato, não adianta muita coisa. É necessário partir para a prática!

O povo sentiu que precisava mudar e deu mostras físicas dessa busca. Nós temos que fazer o mesmo. Não podemos reconhecer o erro e continuar nele! Precisamos reconhecer o erro, sair dele e mostrar claramente que queremos mudar de atitude, para buscar cada vez mais a vontade do Senhor, podendo desfrutar das bênçãos que sobre nós serão derramadas.

A cada novo dia, a cada nova oportunidade, deixe claro seu compromisso com o Senhor através de seu testemunho, de sua vida, suas atitudes. E aguarde. Você verá que será bem mais fácil enfrentar as coisas do dia-a-dia. A promessa sobre nós não é que não vamos enfrentar problemas, mas sim que podemos contar com o Senhor para a solução ou com a força que Ele nos dará para podermos enfrentar. Se vivermos debaixo da vontade do Senhor, declarando e testemunhando isso, veremos sempre o cuidado do Senhor sobre nós, tanto durante os momentos bons como durante os momentos ruins. E vamos experimentar, a cada nova situação, a certeza que Ele está no controle. Se estamos dedicados e decididos em fazer Sua vontade, assim será.
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 22/01/08 por e-mail.