Adoração

18/12/2007

 

E, levantando-se no seu lugar, leram no livro da lei do Senhor, seu Deus, uma quarta parte do dia; e outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor, seu Deus. - Neemias 9.3

Hoje, vamos ficar apenas na parte final do versículo - e outra quarta parte fizeram confissão, e adoraram ao Senhor, seu Deus.

Sobre confissão, já escrevemos. Se quiser ler, clique aqui.

Sobre adoração: muitas vezes se confunde louvor com adoração. Mas há diferença!

No louvor, nós reconhecemos o agir do Senhor, declaramos Sua majestade, Seu poder. Diante da atuação de Deus, nós declaramos o louvor. Nesse momento, falamos sobre o que Ele já fez ou até mesmo do cremos que fará. Louvor tem ligação direta com atuação.

Adorar é um momento diferente. É hora de contemplar a majestade do Senhor. É quando nem conseguimos expressar com palavras o que sentimos diante da majestade do Senhor, de Sua revelação. Se expressarmos em palavras, vamos louvar. A adoração está muito próxima da contemplação. Nossa atenção é cativada por algo da parte do Senhor e esse primeiro impulso em direção a essa manifestação é adoração, quando nos maravilhamos com isso. É o momento de ficar maravilhado. Adoração tem ligação direta com revelação.

Assim, louvamos pelo que Ele faz, mas adoramos pelo que Ele é!

O texto diz que o povo adorou ao Senhor. Depois de buscar o conhecimento da lei, notaram a grandeza do Senhor e se preocuparam em admirar essa grandeza. Viram o amor, o carinho, a atuação..., enfim, tanta coisa que o Senhor realizou e que ainda poderia (e pode) realizar. Não tem como ficar indiferente diante de Deus. Alguns não acreditam e outros acreditam. O famoso "tô nem aí" não existe em relação a Deus! E o povo seguiu para a observação, o reconhecimento, a admiração diante do agir do Senhor. De uma atitude dessas, podemos ver nascer o verdadeiro e puro louvor. Quer dizer: de uma atitude de humildade, de confissão, de reconhecimento, admiração pelo agir de Deus, surgirá um belíssimo louvor, pois será fruto de uma grande observação da atuação de Deus, de sentir essa manifestação, e será o extravasar diante do sentimento de gratidão e admiração. Será, de fato, o reconhecimento e o agradecimento por conta da ação do Senhor.

Nosso chamado não é para agir, pode ter certeza! Nosso chamado é para vivermos de fato uma vida de adoradores. De busca e admiração. A partir dessa atitude, nós não conseguiremos ficar fechados em nós mesmos. Aí sim vamos agir. Muitos defendem a contemplação absoluta para a busca de Deus. Mas Deus quer agir em nós e através de nós. Não dá pra ficarmos parados. Da mesma forma que não devemos fazer as coisas apenas por fazer, ou porque nos acostumamos, ou até mesmo porque parece certo, não podemos deixar de realizar em o nome do Senhor.

Mas, quando vivermos uma vida real de adoração, vamos notar que não ficaremos apenas na admiração. Ela será sempre o ponto de partida e iremos realizar muitas coisas para engrandecer e tornar cada vez mais conhecido o nome do Senhor. Vamos admirar, vamos realizar, vamos agradecer. Da adoração, partimos para a ação e a gratidão. Mas temos que partir da adoração. A ação e a gratidão são atitudes que devem ser fruto da adoração. Não devemos apenas agradecer o que vemos. Devemos sentir claramente o agir do Senhor. Em muitos momentos vamos ver o Senhor agindo em outras pessoas, claro. E vamos agradecer e louvar por isso também. Mas nossa atitude deve partir de uma busca, da adoração, desse momento inicial diante da manifestação de Deus. Com isso, iremos realizar muito mais coisas e muito mais de acordo com a vontade do Senhor. Pode ter certeza!

Seja adorador/a. Louve, realize as coisas em nome do Senhor. Mas começe na adoração.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 18/12/07 por e-mail.