Comentário devocional do Apocalipse

05/12/2007

 

Apocalipse 21.1-8

1 E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe.
2 E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, ataviada como uma noiva adornada para o seu noivo.
3 E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.
4 Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve; porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.
6 Disse-me ainda: está cumprido: Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida.
7 Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.
8 Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.

O texto é a descrição inicial da visão da Jerusalém Celestial. Muito mais que um lugar geográfico, uma disposição. A cidade de Jerusalém (aqui na terra - aí sim, o local físico e geográfico) é a escolhida para o local do Templo, onde a arca da aliança, símbolo da presença de Deus deveria repousar. Durante um tempo isso aconteceu, mas hoje, tudo indica, ela já está na Jerusalém Celestial (Apocalipse 11.19), o lugar que Jesus foi preparar.

A palavra no grego usada para "novo" é kainon, que indica algo novo tanto em qualidade como temporalmente. Não só uma nova cidade, um novo momento histórico. Essa novidade, além do temporal (em relação ao céu e terra que temos hoje), vai além: é algo muito melhor.
O que pode intrigar nesse texto é a alusão que o mar já não existe. Por que? Podemos caminhar na direção de algumas explicações:

- O mar muitas vezes simboliza local de uma aglomeração (numerosa multidão) e, algumas dessas vezes, a aglomeração pode causar crises e problemas. Na Jerusalém celestial isso não pode acontecer;

- Se Babilônia era reconhecida como a cidade sobre as águas, e o Anti-Cristo é uma besta que vem do mar (multidão), a nova Jerusalém não está baseada nisso;

- Com o mar, povos e civilizações ficam divididos. Não há esse tipo de situação na Jerusalém Celestial.

Talvez tenhamos outras possibilidades de encaminhamento, mas por enquanto fico pessoalmente satisfeito com essas, entendendo que a ideia da visão profética é, muito mais que falar algo especificamente físico, comparar para dar exemplos de como será.

O texto segue com a afirmação de como será essa nova Jerusalém: o Tabernáculo de Deus e Ele habitará com os homens, as lágrimas dos olhos são enxugadas, a morte, já lançada no lago de fogo, não existirá - uma volta ao plano original do Éden. Na verdade, vou mais além: se Quem está no trono declara que faz novas todas as coisas (mais uma vez a utilização de uma palavra com radial em kainon), algo ainda melhor: novo do ponto de vista da história e novo de novidade, de diferença para melhor.

O texto termina deixando claro uma lista de conduta, de atitudes que pessoas muitas vezes adotam. Quem vive de acordo com essas coisas, terá seu lugar no lago de fogo e enxofre. Será a segunda morte, a ausência de Deus. Em Jesus, somos salvos disso. Sem aceitá-Lo, podemos manter uma conduta contrária ao que é proposto pelo Senhor e ficar de fora da eternidade com o Senhor. Precisamos acertar nossa conduta, anunciar para outros tantos que ainda precisam mudar de atitude, pois o tempo está próximo. Não sei quanto tempo, mas sei que falta pouco. Não importa quanto tempo ainda vai demorar para acontecer no relógio da humanidade (Chronos). O que importa é que essas palavras são fiéis e verdadeiras e logo se cumprirão (no Káiros - Tempo de Deus).

Maranata!

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 05/12/07 por e-mail.