Reavaliar sempre!

13/11/2007

 

Como os dias passaram rapidamente. Estamos nos aproximando mais uma vez do final de um ano. Recebi um email onde a pessoa escrevia "Páscoa 2008"! Parece tão longe, mas o dia da Páscoa 2008 vai chegar mais rápido do que imaginamos (o tempo será o mesmo de sempre, claro, mas parecerá que passou mais rápido, afinal, está acontecendo assim), se o Senhor não voltar antes, claro, e se não houver uma mudança no calendário diante dos eventos finais da história atual da humanidade. Finais, por representarem os últimos eventos da humanidade como a conhecemos, mas sabemos que isso será apenas o início!

Pensando em fim de ano, sempre lembramos de reavaliações, projeções, expectativas, correções, essas coisas.

Vamos escrever nas próximas semanas, acredito que sempre nas terças-feiras, algumas meditações pensando nisso. Nossa preocupação não é apenas a proximidade do final do ano e o normal "parar para reavaliar". Mas é claro que o momento nos ajuda nessa direção. Talvez até passemos do final do ano, mostrando mesmo que essa não é nossa preocupação, mas na verdade queremos colaborar para que pensemos e melhoremos a cada dia, não só no final de um ano, mas crescendo sempre na direção da vontade do Senhor.

Pensar em reavaliar para buscar melhorar, na Bíblia, é muito fácil. A mensagem de Deus na criação, transformando caos e vendo que era bom (Gênesis 1), ou novo céu e nova terra (Apocalipse 22), nos mostram que toda a Bíblia fala sobre isso.

Vamos desenvolver alguns textos a partir da experiência relatada no livro de Neemias. Um momento de reconstrução da cidade (mesmo tempo de Esdras, Ageu, Zacarias...), do templo, volta do exílio, depois de meditar no que causou o exílio (desobediência) e de busca da vontade do Senhor para seguir a vida. Definitivamente esse é um tempo que nos ajuda a meditar nas coisas que podemos fazer, melhorar, mudar, aprimorar, manter e por aí vai.

Sei que Neemias é usando muito pensando em liderança. Já participei de conferências, li livros e ouvi muita coisa. Claro que o que vamos escrever pode ser levado para a ideia de liderança. Mas entendo que devo dar enfoque nas coisas que devemos pensar para crescer e aprimorar no entendimento da vontade do Senhor. E a preocupação não é seguir no livro de Neemias, levantar pontos na sequência do livro, mas dar atenção a algumas coisas e assuntos para nos ajudar a pensar nossa vida e como podemos melhorar ou até mesmo manter o que vivemos, diante da vontade do Senhor.

Começamos no capítulo 9.1:

Ora, no dia vinte e quatro desse mês, se ajuntaram os filhos de Israel em jejum, vestidos de sacos e com terra sobre as cabeças.

O texto nos mostra o arrependimento de Israel. Jejum, pano de saco como vestimenta, terra sobre a cabeça...

Claro que os sinais externos podem apenas representar cerimonialismo. Não é o caso nesse texto, pelo menos por sentimento da maioria da nação, pois estavam voltado de um exílio e estavam tendo a chance de recomeçar e, claro, queriam fazer a vontade do Senhor. Mas o que devemos observar no texto é a disposição do povo nessa direção: arrependimento.

Fugir do erro, abandonar a prática do pecado e, caso aconteça, buscarmos no Senhor o acerto logo, deve ser realidade em nossa vida. A arrogância espiritual não pode ser praticada por nós. Não podemos fazer algo errado e achar que dá pra seguir em frente. Dá, se nos arrependermos e deixarmos a prática. O próprio Senhor, através do Espírito Santo, nos chama ao arrependimento e nos dá a força para deixarmos o erro.

Pecado deve ser chamado de pecado. Tratado como tal e abandonado. Não podemos dizer que é assim mesmo, que não tem outro jeito. Há exemplos variados de quem denunciava o erro antes e que depois passou a conviver com ele, porque é assim mesmo. Se está errado, deve ser abandonado! Muitos acham que um erro é justificado pelo meio, mas um erro só pode ser justificado com arrependimento, mudança de vida e fé em Jesus Cristo. Um meio não legitima um erro. Pode explicar, mas não vai justificar, não vai tornar certo. E se não é tornado certo, deve ser abandonado.

Arrependimento. Apresentar sua certeza que um caminho estava errado e apresentar frutos de arrependimento, frutos que mostram que, de fato, aquele erro foi sentido e que não queremos manter aquele caminho. Israel fez jejuns, vestiu-se com pano de saco e colocou terra na cabeça, humilhando-se em seu corpo. Mostrou com essa atitude o que ia no coração. Muitos assumem erros, mas não deixam a prática e nem mesmo se sentem mal por conta da realização de algo errado. Devemos reconhecer o erro, admitir que precisamos mudar, reconhecer diante do Senhor esse erro e deixar o Espírito Santo nos direcionar no caminho correto. Não podemos deixar um erro "cauterizar" nossa mente. A cicatrização só pode vir com o acerto diante do Senhor e esse acerto precisa passar pelo arrependimento.

Assim, podemos seguir em frente, arrependidos do erro, reconhecendo o mesmo, fugindo dele, para podermos seguir em frente, debaixo da vontade do Senhor.

Para ler mais sobre arrependimento, clique aqui.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 13/11/07 por e-mail.