Comentário devocional do Apocalipse

10/10/2007

 

Apocalipse 18.21-24

21 Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada.
22 E em ti não se ouvirá mais o som de harpistas, de músicos, de flautistas e de trombeteiros; e nenhum artífice de arte alguma se achará mais em ti; e em ti não mais se ouvirá ruído de mó;
23 e luz de candeia não mais brilhará em ti, e voz de noivo e de noiva não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias.
24 E nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.


Esse é o momento em que a derrota da Babilônia dos últimos dias é decretada. Ainda que alguns ainda possam tentar se unir na tentativa de levantar novamente essa cidade, que antes enganou, mentiu, prostituiu-se e encaminhou para a prostituição (e prostituição aqui é na questão espiritual), não tem jeito. O anjo que João vê nessa visão deixa muito claro: o fim da Babilônia é definitivo.

Muitos foram mortos pelo poder que emanava dessa cidade. Não quer dizer que apenas se matava nela. Essa nova Babilônia será o centro político, financeiro e religioso do mundo dos dias da Grande Tribulação. Espiritualmente falando, claro. Já relatei isso em mensagens passadas, mas vale repetir: Babilônia aqui, muito mais que um lugar físico, é um lugar de comparação espiritual. Foi a Babilônia que levou os judeus para o exílio e os judeus se referiam a Babilônia como a opressora, que complicou sua forma de viver a adoração. Os primeiros cristãos chamavam Roma de Babilônia, exatamente porque viam similaridades entre o que a Babilônia fez aos judeus e o que Roma fazia para eles. Assim, Babilônia pode ser o local geográfico também, mas muito mais que isso, é um local que será comparado politicamente ao poder da Babilônia e de Roma em seu tempo de grandeza.

Muitos aos redor do mundo matarão quem não se curva ao poderio que vai emanar da Babilônia. E como será por conta do comando da Babilônia, ela será considerada igualmente culpada por tais mortes. Esse é mais um motivo em sua sentença de destruição: porque mata aqueles que não se curvam ao seu poder, quer dizer, mata quem não aceita o poderio do Anti-Cristo e do próprio demônio. Durante um período de tempo eles agirão livremente. Mas chegará o fim disso.

O anúncio do fim começa, assim, com a destruição da Babilônia. Logo, o Falso Profeta e o Anti-Cristo terão que se acertar por conta de suas atitudes. Mas é assunto para outro dia. Por enquanto, o local de onde emanava o poder do Anti-Cristo é destruído. Um local que parecia invencível já não existe mais. Historicamente, ainda não existe (e ainda que já exista, não é manifestado da forma apresentada no Apocalipse), e passará a existir quando a humanidade estiver vivendo a última Semana Profética de Daniel. Assim, do ponto de vista de nossos dias, ainda vai existir. A partir da visão de João no Apocalipse, no ponto que chegamos, essa cidade já teve o seu auge e agora deixa de existir. Muitos verão esses acontecimentos! Temos que anunciar e deixar claro cada um dos eventos para que quem esteja por aqui quando eles acontecerem não pense qualquer outra coisa nem seja enganado, mas saiba que a Bíblia já declarou cada um dos eventos, muito tempo atrás.

Maranata!
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 10/10/07 por e-mail.