Comentário de Epístola: Judas

21/05/2007

 

Autoria e Data
O autor se identifica como Judas, “irmão de Tiago”, provavelmente o Tiago que era irmão de nosso Senhor e Líder da igreja de Jerusalém (Atos 15.13; 21.18; Gálatas 1.19; 2.12). Em Marcos 6.3 vemos a observação de Judas como um irmão do Senhor.

As considerações estabelecendo a data desta carta incluem se Judas é dependente de 2 Pedro, ou se 2 Pedro é dependente de Judas, ou se ambas as cartas foram tiradas de um terceiro documento, que circulou como uma advertência contra os falsos mestres. Como a maior parte de Judas tem paralelos com 2 Pedro, é provável que tenha sido antes de 65 d.C. No entanto, como o estudiosos não concordam, existe a possibilidade da carta ter sido escrita depois de 2 Pedro, e pode ter sido por volta de 80 d. C.

A Carta
Judas mostrou urgência em seu propósito de advertir uma comunidade desconhecida de cristãos contra os falsos mestres. Como em 2 Pedro, esse falsos líderes são sensuais (versículos 4,16,18), pervertem a verdade (4), e são destinados ao julgamento divino (14,15). Eles são chamados “adormecidos” no versículo 8 e são expostos por não ter o Espírito no versículo 19. A última referência insinua que os falsos mestres representavam a eles mesmos como aqueles que tinham o Espírito (Mateus 7.22-23). Eles também podem ser os precursores dos heréticos gnósticos que reivindicavam espiritualidade no séc. II.

O texto começa e termina com uma afirmação de ação graciosa de Deus em nome dos crentes, ressaltando a preservação divina (vs 1,24).

Entretanto, os próprios cristãos devem “batalhar pela fé” (3). As responsabilidades dos cristãos são mais desenvolvidas nos versículos 20-23 por uma série de exortações práticas. O balanço da carta expõe, especialmente levando em conta as analogias do Antigo Testamento, a presença secreta de falsos mestres dentro da comunidade, os quais buscam destruir a fé do povo de Deus.


Esboço de Judas
Saudação 1-2

I. Advertência contra os falsos mestres dentro da comunidade 3-19
  Motivo para a advertência 3-4
  Lembrete do antigo povo ímpio 5-7
  Caráter do julgamento dos falsos mestres 8-19

II. Exortações por perseverança 20-23
  Manter a fé 20-21
  Resgatar os enganados 22-23

Conclusão 24-25

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 21/05/07 por e-mail.