Comentário devocional do Apocalipse

25/04/2007

 

Apocalipse 12.13-18

13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.
14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.
16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.
17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.
18 E o dragão parou sobre a areia do mar.

Enquanto o tempo de 3 anos e meio não se cumprir, o Dragão não pode atingir a mulher. Tenta de todas as formas, mas não consegue. Vai atrás dos que guardam o testemunho do Senhor, aqueles e aquelas que, apesar de crentes, no momento do arrebatamento não estão com suas vidas em ordem com o Senhor e ficam para o Período da Grande Tribulação, e que ao observar os acontecimentos, buscam o acerto de suas vidas diante do Senhor.

O Dragão não pode agir. Até tenta, mas não pode concretizar uma ação nesse momento. Tem que desenvolver uma série de acontecimentos. Antes disso, a sua atuação é impedida. É necessário que a Besta se levante e venha agir, primeiro falando de paz, saindo vencendo e para vencer, mas na verdade aguardando o dia da derrota para o que já é Vencedor.

Na primeira parte da Grande Tribulação, vemos uma tentativa de enganar. Não será logo de cara que o inimigo vai se manifestar com sua maldade. Primeiro, tentará fazer parecer que não é bem assim, tentará enganar para que os sinais descritos não sejam aceitos como desenvolvimento da história já relatada em forma de profecia no Apocalipse.

Quando ele se se levanta contra os que guardam o testemunho, o tempo está correndo, pois estes estão anunciando a verdade dos fatos, para lutar contra o engano mais uma vez. Ele pára na areia do mar, no final do nosso texto de hoje, como que num momento de espera, para poder se apresentar através da Besta, do Anti-Cristo, que logo vai se levantar. Tentou "espiritualmente" atingir e não conseguiu. Até mesmo fisicamente, mas não foi possível. Agora, já que não pode atingir, tem que se apresentar na história na tentativa de comandar a mesma, e isso através da Besta, do Anti-Cristo, com um discurso diferente do que irá revelar na prática depois de algum tempo.

 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 25/04/07 por e-mail.