Comentário de Epístola: Tiago

09/04/2007

 

Autoria
O autor identifica-se somente como Tiago. O nome era bastante comum naquele tempo e o Novo Testamento enumera pelo menos cinco homens com este nome, dois dos quais eram discípulos de Jesus e um era seu irmão. A tradição atribui o livro ao irmão do Senhor. Evidentemente, o escritor era bastante conhecido, e Tiago, o irmão de Jesus, logo tornou-se líder da igreja em Jerusalém (Atos 12.17; 15.13-21; 21.18; Gálatas 1.19; 2.9,12).

Data
O historiador Judeu Flávio Josefo indica que Tiago foi apedrejado até a morte por volta de 62 d.C., então, se ele é o autor, a carta foi escrita antes dessa data. O conteúdo do livro sugere que pode ter sido escrita um pouco antes do concílio da Igreja relatado em Atos 15, que se reuniu por volta de 49 d.C., mas não podemos ser taxativos, e só se pode concluir que a carta provavelmente tenha sido escrita entre 48 e 62 d.C.

Conteúdo
Ao invés de especular ou debater sobre teorias religiosas, Tiago direciona seus leitores para uma vida piedosa. Do Início ao fim, o tom desta carta é imperativo. Em 108 versos, são dados 54 mandamentos evidentes, e 7 vezes Tiago chama a atenção para suas declarações usando termos de natureza imperativa. Esse “servo de Deus” (v.1) escreve como alguém supervisionando outros escravos. O resultado é uma declaração da ética cristã, que se iguala a ensinamentos semelhantes no Novo Testamento.

Esboço de Tiago
I. Saudação 1.1

II. Religião prática e julgamentos 1.2-18
  Adversidades externas 1.2-12
  Tentações internas 1.13-18

III. Religião prática e a palavra de Deus 1.19-27
  Escutar a Palavra 1.19-20
  Receber a Palavra 1.21
  Obedecer à Palavra 1.22-27

IV. Religião prática e relacionamentos humanos 2.1-26
  Parcialidade negativa 2.1-13
  Compaixão positiva 2.14-26

V. Religião prática e discurso 3.1-18

VI. Religião prática e mundanismo 4.1-12

VII. Religião prática e negócios 4.13-5.6

VIII. Apelos finais 5.7-11
  Por paciência 5.7-11
  Por um falar puro 5.12
  Por oração 5.13-18
  Por compaixão 5.19-20
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 09/04/07 por e-mail.