Comentário devocional do Apocalipse

14/03/2007

 

Apocalipse 10

1 E VI outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e por cima da sua cabeça estava o arco celeste, e o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo;
2 E tinha na sua mão um livrinho aberto. E pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra;
3 E clamou com grande voz, como quando ruge um leão; e, havendo clamado, os sete trovões emitiram as suas vozes.
4 E, quando os sete trovões acabaram de emitir as suas vozes, eu ia escrever; mas ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões emitiram, e não o escrevas.
5 E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua mão ao céu,
6 E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora;
7 Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos.
8 E a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e sobre a terra.
9 E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho. E ele disse-me: Toma-o, e come-o, e ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.
10 E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era doce como mel; e, havendo-o comido, o meu ventre ficou amargo.
11 E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.


O anjo que João vê aqui é um ser com grande autoridade e responsabilidade. Vemos por sua descrição (v. 1). Parece realmente demonstrar ser muito importante nesse cenário, uma vez que coloca os pés, um sobre a terra e o outro sobre o mar, abrangendo, assim, o planeta, tanto a porção seca como a molhada. Tanto sua descrição de vestes, como de atitudes e atuação mostram sua importância nesse cenário.

Quando esse anjo clama... Voz de sete trovões são ouvidas. Isso quer dizer, de todos os cantos, com toda força, uma situação onde parece um estrondo completo e amplo. Pelo que notamos, ele deixa claro que o fim está muito próximo (v. 6 e 7). Entendo que estamos chegando ao final visto por João ainda em sua visão tendo como perspectiva o céu, olhando as coisas que ainda vão acontecer como quem está vendo de cima. Falta pouco para começar novamente o relato, naquele momento em que vimos no capítulo 4, quando ele foi chamado para o céu e encontrou os tronos ocupados, quer dizer, logo depois do arrebatamento da Noiva. Ele está terminando o relato das coisas dos últimos anos da humanidade olhando de cima, falando o que viu de cima, do céu. Muitas coisas vão se repetir no relato e ele terá uma nova perspectiva de visão das mesmas coisas que já relatou, acredito, a partir do capítulo 12.

Mas o que essas vozes dizem não deve ser relatado. Isso mostra mais uma vez que os instantes a partir desse momento são últimos. Já houve tempo (ainda durante a Grande Tribulação) para arrependimento, mas o fim está muito próximo. As chances foram dadas e agora o que se espera é o fim da história, que está próximo. E está chegando a hora da manifestação completa de tudo o que o Senhor deixou claro que está por acontecer!

No final do capítulo, João deve pegar o livrinho que está na mão daquele anjo. Há no Antigo Testamento uma visão muito parecida, com quase todos os detalhes (Ezequiel 2.8-3.8). A ordem para comer o livro é para deixar claro que João tinha uma vocação profética, de anúncio, de aviso, de manifestação daquilo que ainda haveria de acontecer. Ele deve comer esse livro, como se fosse para absorver o mesmo, para que possa anunciar. Ele ainda deveria profetizar! E entendo que o faz até hoje. Temos contato com sua profecia quando lemos o Apocalipse!

Doce... Amargo...

Ao devorar o livro, ele absorve a verdade do julgamento de Deus. Ele absorve a palavra que deve ser anunciada e, claro, ela será sempre doce para aquele e aquela que aceitar a mensagem e se arrepender, partindo primeiramente do próprio profeta. Mas essa mesma mensagem pode se tornar amarga para aqueles e aquelas que não receberem e não se arrependerem, deixando o caminho errado para viver da maneira como entende o Senhor. A mensagem será doce para todas as pessoas que se arrependerem, mas será amarga para quem deixar de lado a verdade do Evangelho.
 

Forte abraço.
Em Cristo,
Ricardo, pastor

Esta meditação foi enviada em 14/03/07 por e-mail.